17 maio 2026

Galos na Praça da Fruta

Ontem, depois do concerto, caminhei calmamente de regresso ao hotel passando pela Praça da Fruta, àquela hora já ao lusco-fusco, ainda com várias barraquinhas iluminadas. Estava linda a praça.

Tinha lá ido de manhã, com sol e frio. Fruta, muita, mas também flores, muitas. Cores e cheiros, artesãos vários, principalmente de cestos. Havia compotas, mel, cavacas, de tudo um pouco. Deambulei por lá, enchendo os olhos de feira e de luz. De cada vez que me aproximava de alguém, queria convencer-me a levar tudo. Nomeadamente uma árvore em vaso, de Kumquat (laranja anã)


Mas à noitinha a praça parecia cheia de pirilampos e o ar cheirava bem. Tinha o coração apertado, mas cheio. Ao aproximar-me vi uma bancada com uns objetos que pareciam pequenas árvores coloridas. Fui ver de perto e percebi que eram galos, feitos de paus e pinhas, berrantes, desconjuntados e espalhafatosos.


Falei com o artesão (João Rêgo), simpaticíssimo. Não resisti. Trouxe um galo para casa. Está junto dos livros, para cantar em verso.

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