Não estou tanto nem tão pouco
Do aqui do que fugi
Culpados os sonhos
Que não vivi
Não estou tanto de mim mas de ti
Se me quiseres em paralelo
Neste modelo
De mim
Não estou para qualquer morte
Nem para qualquer vida
Tão real e definida
Como a dor
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Não estou tanto nem tão pouco
Do aqui do que fugi
Culpados os sonhos
Que não vivi
Não estou tanto de mim mas de ti
Se me quiseres em paralelo
Neste modelo
De mim
Não estou para qualquer morte
Nem para qualquer vida
Tão real e definida
Como a dor
Ouço a gravação em arquivo da RTP, da Aprovação da Constituição da República Portuguesa e da Sessão Solene de Encerramento da Assembleia Constituinte, a 2 de abril de 1976.
É inevitável a comparação cm a cerimónia dos 50 anos deste dia, no Parlamento.
A degradação da palavra, da retórica, dos comportamentos, da tolerância, da democracia, são evidentes.
Bem sei que tudo muda e tudo mudou, mas nem sempre para melhor.
A democracia está sob ataque, como diz Pacheco Pereira, por dentro. Cabe-nos a nós não o permitirmos. Cabe-nos a nós defendê-la. Cabe-nos a nós não querer voltar atrás.
A liberdade tem de continuar a passar por aqui.
Ángel de Pascua Salvador Dalí Não estou tanto nem tão pouco Do aqui do que fugi Culpados os sonhos Que não vivi Não estou tanto ...