
Um dois três
quatro cinco seis
vamos ter festa
e não é de Reis.
Sete oito nove
dez onze doze
amêndoas não tenho
que ninguém as trouxe.
Treze catorze quinze
dezasseis dezassete dezoito
mas em vez delas
comprei um biscoito.
Dezanove vinte vinte e um
foge cabritinho
que já estás gordinho.
Vinte e dois vinte e três vinte e quatro
vamos embora
que está na hora.
Já se faz tarde
nesta vidinha
o que vai dar
não se adivinha.
Besunta a forma
espreme o limão
à nossa retoma
de escravidão.
Sopra no forno
limpa a colher
que não há retorno
vamo-nos benzer.
Cristo confina
confino também
a alma definha
e fica refém
do corpo dobrado
que não se sustém.
Recolhe a esmola
que sem vintém
ninguém se consola
e esta revolta
já não se detém.
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