11 setembro 2016

Florence Foster Jenkins

É difícil de acreditar, mas é mesmo verdade. Florence Foster Jenkins foi uma herdeira rica que, provavelmente, poderia ter sido uma excelente pianista se não sofresse uma lesão no braço. Incapaz de aceitar a impossibilidade de continuar uma carreira como artista, Florence Foster Jenkins volta-se para o bel canto.


 



 


É um desastre inimaginável. Canta horrivelmente mal, desafina, não tem a menor noção do ritmo. Mas a sua paixão pela música, o dinheiro que tinha e que distribuía prodigamente pela elite local, que se aproveitava da sua generosidade, impediam-na de perceber a anedota em que os seus recitais se transformavam.


 


O seu amante - St. Clair Bayfield - tudo fazia para que as suas performances se mantivessem mais ou menos privadas, comprando jornalistas, críticos e amigos para que a fossem aplaudir e para que escrevessem boas críticas.


 


Florence Foster Jenkins é um filme que se vê com ternura. Apesar de ser de amor, não deixa de nos dar um olhar cruel sobre os artistas e sobre quem se acotovela e se acoita à sua volta, fazendo-nos reflectir nos salamaleques e nas trocas de favores que existem neste, como noutros meios.


 



 


Meryl Streep, que fez questão de ser ela própria a cantar, faz (mais) um excelente papel, tal como Hugh Grant e Simon Helberg, o pianista. A não perder.

2 comentários:

  1. Anónimo18:50

    O "comentário" anterior é "spam" e do grosseiro, para provocar tráfego no blogue do autor, induzindo os leitores deste a ir verificar uma pretensa opinião que, quando no site, se comprova que não existe. É só um expediente rasca.

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  2. Eliminei o comentário que era spam.

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