Toda a gente percebeu a razão e o objectivo destas primárias no PS convocadas por António José Seguro - arrastar o mais possível a situação impossível dentro do partido, para arrefecer os ânimos exaltados com os resultados das europeias. Todos os estratagemas foram usados.
António Costa sabia disso e aceitou o repto. Disse, e quanto a mim muito bem, que não discutia os formalismos mas sim a substância, ou seja, a liderança do PS e portanto a a liderança da oposição.
Sendo assim não vale a pena estarmos agora com suspeições de golpes da parte de apoiantes de Seguro ou de apoiantes de Costa. Quem se inscreveu como simpatizante para votar conhecia as regras do jogo. E é com essas que teremos de jogar.
Para mim estas eleições serviram para expor ainda mais o tipo de liderança de António José Seguro. As entrevistas que vai dando, os vídeos que disponibiliza na campanha, demonstram bem a fibra deste candidato a Primeiro-ministro.
Ninguém pode dizer que não sabia, que não esperava, que foi enganado - está à vista. Não cabe na cabeça de António José Seguro que lhe possam disputar aquilo que considera ser o seu prémio, merecido pela paciência de ter esperado 3 anos para poder concorrer a umas legislativas. É isso que lhe dói - o oportunismo de António Costa. O país só lhe faz falta para concretizar a sua ambição pessoal.
Para mim, e penso que para muita gente, está em causa o voto nas legislativas - no PS, caso ganhe António Costa, ou noutro partido, em branco ou nulo, caso ganhe António José Seguro.
Exactamente, Sofia.
ResponderEliminarSim, é um bocado por aí. Não sei se votarei Costa, mas o PS de Seguro não é um partido em que me interesse votar (e ainda menos depois deste triste espéctaculo), como, de resto, já não fiz nas Europeias...
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