10 agosto 2014

The Emperor of all Maladies - A Biography of Cancer


 


Nunca percebi muito bem os critérios para as edições de obras cuja língua original não é o português.


 


The Emperor ao all Maladies - A Biography of Cancer - um presente que me deram há uns meses. É um livro escrito por Siddhartha Mukherjeeum Médico Oncologista com especial interesse em Hematoncologia, nacionalidade americana mas nascido na Índia. Pelo que pude ver, a ideia do livro surgiu após um dos seus doentes lhe dizer que gostaria de perceber o inimigo contra o qual lutava.


 


Este livro ganhou inúmeros prémios e chegou à shortlist de muitos outros. Está muitíssimo bem escrito e traça, de uma forma empática e humana, a história do cancro desde os Egípcios até aos nossos dias - os diagnósticos, os sofrimentos pessoais e sociais, os radicalismos das terapêuticas, a ideia da doença sistémica, as causas, as investigações, as prevenções primárias e secundárias, as terapêuticas alvo, os genes. E tudo de uma forma simples e rigorosa, como uma história épica com vítimas e heróis, grandes entusiasmos e grandes desilusões.


 


Já há muito tempo que não leio um livro tão interessante e tão importante. E fiquei a saber, para além de muitas outras coisas, que Sidney Farber, um Patologista pediátrico, foi o primeiro médico a tratar um cancro com drogas, dando início à quimioterapia - os antifolatos para a leucemia linfoblástica aguda das crianças.


 


Nota: As minhas desculpas pela ignorância (que sempre foi muito atrevida). Segundo informações de um comentador, que a si próprio se apelida de Indivíduo, fiquei a saber que há uma tradução portuguesa publicada pela Bertrand. Aqui fica o linkO Imperador de Todos os Males, para quem estiver interessado. Mantenho, no entanto, o meu desentendimento quanto aos critérios editoriais (traduções) em Portugal. Pelos vistos, este não foi um bom exemplo.

5 comentários:

  1. ACÁCIO LIMA23:25

    Todo o post é uma novidade para mim, e desencadeia a maior curiosidade.

    Sublinho, o seguinte:

    "Sidney Farber, um Patologista pediátrico, foi o primeiro médico a tratar um cancro com drogas, dando início à quimioterapia - os antifolatos para a leucemia linfoblática aguda das crianças".

    Num país onde gente com grandes Poderes pretende impor aos Médicos um tempo de duração de uma Consulta, só resta esfregar-lhe a citação no focinho.....digo focinho´.

    Boa Noite.
    Boa Semana.

    ACÁCIO LIMA

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  2. Indivíduo08:57

    "Nunca percebi muito bem os critérios para as edições de obras cuja língua original não é o português." -> Pelo menos neste caso, posso garantir que há uma edição em português, da Bertrand.

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  3. Obrigada pela informação, Indivíduo. Vou acrescentá-la ao post . Ainda bem! No entanto a minha afirmação, embora não se aplique a este livro (ao contrário do que pensava) aplica-se a outros.

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  4. Ana Marques Pereira11:13

    Sofia,
    Sempre achei que o primeiro citostático a ser usado foi a mostarda nitrogenada nas linfoproliferativas e penso que não estou errada. Uma boa herança do seu mau uso na 1ª Grande Guerra. BJ

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  5. Olá, Ana.

    Na verdade a investigação de Sidney Farber foi mais ou menos contemporânea da de Goodman e Gilman , que injectaram mostarda nitrogenada em ratinhos com linfomas e, posteriormente num homem, tendo obtido remissão. Isto passou-se entre 1942 e 1946, tendo sido publicado em 1946.

    E tens razão, Farber iniciou a terapêutica com antifolatos para as LLA em crianças precisamente 1946, tendo publicado os resultados em 1948.

    É também destas injustiças que se faz a História - a II Guerra Mundial e o secretismo que envolvia a investigação de armas químicas acabou por prejudicar a divulgação dos trabalhos de Goodman e Glman . Acabou por ser Farber a ficar conhecido como o pai da QT moderna. Talvez também pela sua extraordinária campanha com a Fundação Jimmy .

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