Foram dias de grande ansiedade e trabalheira – organizar um evento científico abrilhantado por alguém como o Professor, era uma subida honra e significava um estado de nervos acrescido e permanente.
A logística e a campanha para que o evento fosse um êxito, não só científico mas também um agradável e animado convívio entre os mais novos e os mais velhos (entre os quais já se contava), a somar ao facto de ser o primeiro sob a sua responsabilidade, garantiam insónias.
O dia iniciou bastante cedo, com a incumbência de transportar o Professor, nada de atrasos, chegada de estadão e início protocolar, rapidamente se iniciaram as conferências, as discussões, as exposições e as pausas para café e almoço voaram sem que quase desse por elas.
Estavam já a explicar-se as razões dos últimos intervenientes, preparava-se para a oferta do mimo final, em agradecimento e carinho (e bem podia inchar de orgulho e satisfação por aquele dia, corrido de feição, sem paragens nem atropelos, com a audiência interessada e participante), quando vibra no bolso o telemóvel silencioso. O que seria, àquela hora? Um estremecimento de premonição de desgraça percorreu o seu espírito.
Era um sms – em letras gordas, pode ler a voz que naquela mensagem cantava:
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