18 julho 2012

Urgências outra vez

 


Muito se tem falado dos cortes no orçamento da saúde. Mais do que o valor dos cortes, o que está em causa, para uma saúde de qualidade, visto que todos concordamos que temos que racionalizar os custos, é onde e como se fazem os cortes.


 


A reforma das urgências hospitalares é, ela própria, uma urgência. Assim foi quando Correia de Campos a quis fazer, assim é agora, com o relatório hoje tornado público. Tal como com Correia de Campos, já se começaram a ouvir os seus detratores, desde autarcas a outras vozes, sempre renitententes a qualquer mudança.


 


Este é um assunto que precisará de ser discutido em termos técnicos e depois decidido em termos políticos. Espero que o PS não faça o mesmo que toda a oposição fez, demagogica e populistamente, com a tentativa de reforma anterior. Por sinal, terá sido feita alguma avaliação aos resultados do que foi feito?


 

3 comentários:

  1. ACÁCIO LIMA08:46


    01- A racionalização do uso das infraestruras materiais e humanas é inerente à “boa” Gestão e à “boa” Estratégia Militar, e não é uma prática decorrente de uma situação de crise. Deriva, sim, de termos meios escassos a usar com parcimónia.

    02- A questão que se coloca no caso das “Urgências” exige que se tenha presente, clarificado e adequadamente concebido o critério de racionalização, critério multifacetado.

    03- Depende ele da hierarquização das vertentes informantes do critério, que vão desde as “boas” práticas da Saúde Pública, das “boas” práticas do Exercício Clínico, das “economias de escala” das “boas” práticas referentes aos direitos das populações, enquanto Consumidoras de Cuidados de Saúde.

    04- A Rede de Urgências amolda-se à Demografia, amolda-se aos perfis das atividades económicas localizadas, assimétricas, e até está ligada a uma intervenção voluntária para infletir a Geometria Económica.

    O Ordenamento da Rede de Urgências não é uma questão isolada, e urge imbrica-la no Ordenamento do Território. E não pode ser desligada de uma abordagem dos Cuidados Primários de Saúde.

    O Ministro P. Macedo furta-se a tal articulação e tudo fragmenta, na obsessão da “Despesa”.

    05- Até agora o Ministro P. Macedo, os seus assessores e colaboradores omitiram a explicitação do critério de racionalização e têm vindo a avançar com figurinos diversos, num apalpar de pulso às reações, logo no oportunismo, que só tem paralelo na tomada de posição dos Autarcas, pautada, também ela, pelo oportunismo, pelo populismo e pelo caciquismo.

    06- O que o Ministro P. Macedo não pode é tentar “Vender Gato por Lebre”, falando em “Salvação do S.N.S.", quando a prática seguida tem sido de “Liquidação Programada do S.N.S.”, sendo oportuno relembrar diversos outros posts da Autora.



    A Esquerda não deve pautar a sua atuação nesta matéria das “Urgências” no decalque da manipulação demagógica e anticientifisante, oportunista e fragmentadora adotada pelo Ministro P. Macedo.

    Bom Dia.
    Cordiais, Afáveis e Amistosas Saudações de Muito Apreço de

    ACÁCIO LIMA


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  2. Bom dia Sofia,
    Ainda ontem, ao ver os telejornais dizia o mesmo: "espero bem que o PS não alinhe na chiradeira."
    A ver vamos, sabendo que o PS está a mostrar, em alguns aspectos, que ser+a capaz de resisitir à pul~soa populista.
    Cumprimentos

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  3. Claro que não foi feita qualquer avaliação, Sofia. Em Portugal, toda a gente tem boas ideias, na teoria tudo é bonito, mas na prática é o que se sabe e ninguém avalia, estuda e analisa o impacto prático, concreto. Por isso concordo que o parecer, ou estudo, deve ser analisado e debatido em primeiro lugar do ponto de vista técnico. Se queremos um país melhor temos de decidir o que é melhor na prática e não o que soa melhor aos ouvidos dos eleitores e parece melhor nos telejornais...
    Cumprimentos.

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