Amy Casey: Cloud
1.
Empilhei as gavetas da minha existência secreta e muda
laboriosamente resguardada das feridas que continuamente
reabro numa sondagem incessante de rectas perigosamente
curvadas entre as costas dobradas curiosamente revoltas
novelos de ideias obsessivamente inúteis.
2.
Estratos basais e banais
flores do acaso
sem mais.
3.
Nada como o intenso azul que mergulha entre as árvores
o imenso marulhar do silêncio entre as mãos
que descansam na tua pele.
4.
Ainda não aprendemos as palavras despidas
a aridez dos ossos que despontam nos areais das cidades
ainda não crescemos em distância
armados de braços desiguais
usando a cobardia do conforto
por entre a movediça capacidade de moldagem
e flacidez.
ResponderEliminarHá palavras que nos trespassam. Morremos nelas com prazer indisfarçável.
Há momentos em que a alma se torna pequena demais,
para tanto do que sentimos, tão profunda a condição.
Fado de um fado que tamanha beleza em mim ressoa!
Lindo poema! Lindo.
Parabéns.
Vasconcelos.
Vasconcelos, muito obrigada pelas suas palavras.
Eliminarleio-te embalada pela cobardia do conforto que já não me incomoda, deleito-me e felicito-te por este poema tão bonito
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