30 junho 2012

Estratos

 


 


Amy Casey: Cloud 


 


1.


Empilhei as gavetas da minha existência secreta e muda


laboriosamente resguardada das feridas que continuamente


reabro numa sondagem incessante de rectas perigosamente


curvadas entre as costas dobradas curiosamente revoltas


novelos de ideias obsessivamente inúteis.


 


 


2.


Estratos basais e banais


flores do acaso


sem mais.


 


 


3.


Nada como o intenso azul que mergulha entre as árvores


o imenso marulhar do silêncio entre as mãos


que descansam na tua pele.


 


 


4.


Ainda não aprendemos as palavras despidas


a aridez dos ossos que despontam nos areais das cidades


ainda não crescemos em distância


armados de braços desiguais


usando a cobardia do conforto


por entre a movediça capacidade de moldagem


e flacidez.



29 junho 2012

Arruaças mascaradas de manifestações

 



 


A contestação política não se pode confundir com arruaças e actuações de peseudoterrorismo. Os gangues são perigosos, por muito que se mascarem de cidadãos que protestam.


 


Não se pode aceitar que num país democrático os ministros, ou seja quem for, sejam acuados mal saiam à rua. Isto não tem nada a ver com manifestações, espontâneas ou planeadas. Este tipo de actividades foram toleradas, se não incentivadas, pelos partidos que estão no governo, quando eram oposição. Neste momento talvez percebam que os arruaceiros de hoje eram os arruaceiros de ontem. E as declarações de Álvaro Santos Pereira são quase patéticas, ao tentar desculpabilizar o caso para não ser acusado de ditador e anti-democrata. Os anti-democratas são os que o assaltaram.


 

26 junho 2012

Limpeza da caixa de comentários

 


Este blogue, nos últimos dias, tem estado a ser poluído na caixa de comentários. Fiz o que se impõe - tratei de a limpar. E assim farei sempre que houver sujidade a precisar de remoção.

23 junho 2012

Três fadas

 



 


Três fadas estão à porta


Com três botas de ganso


Três olhos piscam na noite


Entre três fados que cantam


 


São três os pios do mocho


Três as meninas que dormem


Amortalhadas de chamas


Com três lenços de cambraia


 


Três fadas tocam o sino


Com três badalos de céu


Brilham três fios de espadas


Fazem três luas de sangue


 


Três malgas cheias de terra


Benzem três crias de corvo


Três cacos de barro quente


Cozem três dedos de luz

Contos de Fadas

  



Esopo (séc. VII - IV ac)


 


 



Coleção Fábulas Esopo (grego)


Babrius (séc. I)


 


 



Fables choisies, mises en vers par M. de La Fontaine


La Fontaine (1668)


 


 



Histoires ou contes du temps passé, avec des moralités


Perrault (1697)


 


 



Kinder- und Hausmärchen


Grimm (1812)




 


 



Eventyr, fortalte for Børn


Hans Christian Andersen (1837)

Boys & Girls

 



Alabama Shakes 


 


Oh why can't we be
Best friends anymore?
They say a friend
Ain't to be
Between a girl and a boy
I don't know who said it
Or why it got to be so wrong

Oh why don't you call
Don't you care anymore
It's not fair
Don't let 'em get you
It took us both and now I got to fix you
Well I don't know how to fix you
You say it's just the way it's got to be, but how so?

Why
Is an awful lot of question
And I can't give me no answer
I keep wondering on

Oh why can't you see
That I'm not trying to be
No kind of bother
I'm just trying to say what was left between you and me
And where we left it before they took it
And you know they took it all
And took off

Oh why did I let them drive a wedge between
Well I watched it, and I didn't say nothing
And now I'm crying when I sleep
Now I'm sayin', I'm prayin', to that sweet melody in my soul

Why
Is an awful lot of question
And I can't give me no answer
I keep wondering on

I wanna know, who said it
Well who said that, oh Lord´

Sapo sapinho sapão

 



 


Sapo sapinho sapão


cinco dedos numa mão


cinco cordas de guitarra


sofrimento dedilhado


alegria de cigarra


treme voz de luso fado.


 


Sapo sapinho sapão


corre povo que te faltam


certos genes de formiga


foge povo que te assaltam


com faca solta na liga


já te medem o caixão.


 


Sapo sapinho sapão


para o ano torce mais


a cintura da pobreza


pendurada a certeza


dos açoites e dos ais


do inútil alçapão.

Descolamentos informativos

 



 


Na SIC notícias repetem obsessivamente que o novo Primeiro-ministro grego teve um deslocamento de retina. Mas será que não se dão ao trabalho de tentar perceber o que estão a dizer? Basta ir ao google para perceber que a retina descola-se mas não se desloca para lado nenhum.

Títulos alternativos (1)

 


Austeridade diz que o País não aguenta mais Jardim


 


 

Do massacre da Grécia no euro 2012 (2)

 



 


 


 



 


 



 


Público

20 junho 2012

Intencionalidade vs incompetência

 



 


O Ministro da Saúde não compreende a greve convocada pelos médicos.


 


O que os médicos não compreendem, pelo menos os que defendem a existência de um SNS, os médicos que defendem que a existência de uma carreira profissional estruturada em patamares a que se acede através de concursos públicos, em que a valorização profissional, a formação contínua, actualização permanente são indispensáveis para a avaliação curricular, os que defendem que a formação e diferenciação são indispensáveis à qualidade dos serviços, fazendo-se através de equipas integradas com várias gerações de médicos, em que a tutela e o apoio pelos médicos mais diferenciados faz parte da actividade assistencial, o que os médicos não compreendem como é que o Ministro Paulo Macedo defende as carreiras médicas alicerçando a constituição dos serviços em prestadores, pagos à hora, sem qualquer condição ou obrigação, para além do cumprimento estrito de um número de consultas/ cirurgias/ etc.


 


O que os médicos não compreendem, pelo menos os que defendem a existência de um SNS, é como se podem implementar taxas moderadoras que obriguem os doentes a pagar aquilo que não decidem usar, como exames complementares de diagnóstico ou mesmo técnicas adicionais, que fazem parte da decisão do próprio médico. Independentemente da percentagem que isso representa nas receitas do SNS, perverte o sentido do que são taxas moderadoras e impõe um imposto acrescido pelo usofruto de cuidados de saúde, o que afasta objectivamente do sistema quem tem menos recursos financeiros, além do abuso e da irrelevância da carga de impostos que existe.


 


Não sei quem se lembrou de abrir um concurso para recrutamento de médicos idêntico aos concursos para compra de detergentes de limpeza. Também não sei o que é mais assustador – se pensar que esta é a verdadeira intenção dos nossos governantes ou se estes acontecimentos resultam da inusitada incompetência de quem povoa os ministérios.


 

Adiar por mais uns meses

 



 


O PS francês conseguiu uma maioria absoluta nas últimas eleições. Apesar de considerar essa mudança muito importante, não me parece que as repercussões na política europeia, principalmente na situação de crise continuada a que assistimos desde 2008, sejam superiores ou mais relevantes que as resultantes das eleições gregas.


 


A Grécia continua na corda bamba. O acordo entre partidos para formarem um governo que mantenha a recessão e a austeridade mandatada pela troika pode adiar um desfecho que parece quase inevitável. E se continuar a instabilidade social e política e se mantiver a exigência da Alemanha, para além da saída da Grécia da zona euro, com a Espanha e a Itália a seguirem-se na turbulência dos omnipresentes mercados, a França não terá capacidade para deter a implosão.


 


Não sei se a vitória da Nova Democracia na Grécia evitou o inevitável apenas por mais alguns meses de aperto para os países da Europa.


 

17 junho 2012

Nos quartos de final

 



 

Teremos que ser...

 


... que nem umas raposas!


 



 

Jogos decisivos

 


Enquanto aguardamos o resultado das eleições na Grécia, palpitando sob a forma como o povo grego julga os seus governantes, os seus políticos e as chantagens dos verdadeiros líderes europeus, vamos assistindo ao desenrolar da governação de Passos Coelho, com a Ministra da Justiça a implementar medidas em que, em nome da nossa segurança, arrasam com os direitos individuais, com o Ministro da Saúde a acabar com o acesso aos cuidados de saúde por parte da população pobre, essa palavra que, de novo, faz parte do nosso quotidiano, e com o Primeiro-ministro a não saber nada do que se passa para não ter que responder aos deputados pparlamentares.


 


Torcemos hoje pelo futuro da selecção no euro 2012. O torneio político também se está a decidir.


 

13 junho 2012

Qualificação e desemprego

 


Não compreendo a justificação de congelamento de vagas para determinados cursos, quando esta é  a falta de empregabilidade. Nem o estado garante emprego aos formados pelas universidades públicas, nem é capaz de garantir que ele exista no sector privado. Sendo assim, será melhor estar desempregado com formação superior ou sem ela?


 


Que se limitem as vagas pela capacidade instalada das Universidades, em termos de recursos humanos, projectos de investigação, espaço físico, cooperações institucionais, que se avalie a qualidade do ensino, que se promova a excelência em todas as áreas, muito bem.


 


Mas impedir a formação superior com a miragem de que se está a garantir emprego a quem consegue entrar para determinado curso, não só cria falsas expectativas para quem entra, como é uma injusto para quem deixa de fora.


 

10 junho 2012

Nevoeiro

 



Fernando Pessoa


 


Nem rei nem lei, nem paz nem guerra


Define com perfil e ser


Este fulgor baço da terra


Que é Portugal a entristecer —


Brilho sem luz e sem arder,


Como o que o fogo-fátuo encerra.


 


Ninguém sabe que coisa quer.


Ninguém conhece que alma tem,


Nem o que é mal nem o que é bem.


(Que ânsia distante perto chora?)


Tudo é incerto e derradeiro.


Tudo é disperso, nada é inteiro.


Ó Portugal, hoje és nevoeiro...


 


É a Hora!


 

09 junho 2012

Pois...

 


Foi mais assim:


 



 

Blowin' In The Wind

 



Bob Dylan 


 


How many roads must a man walk down
Before you can call him a man?
How many seas must a white dove sail
Before she can sleep in the sand?
Yes and how many times must cannonballs fly
Before they're forever banned?




 


The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind


 


Yes and how many years can a mountain exist
Before it's washed to the seas (sea)
Yes and how many years can some people exist
Before they're allowed to be free?
Yes and how many times can a man turn his head
Pretend that he just doesn't see?


 


The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind


 


Yeah and how many times must a man look up
Before he can see the sky?
Yes and how many ears must one man have
Before he can hear people cry?
Yes and how many deaths will it take till he knows
That too many people have died


 


The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind?


 



Da minha mais que bacoca portugalidade

 



 


Bem sei. De vez em quando sou acometida por doses estrondosas de um nacionalismo bacoco e foleiro. Irracional e horrivelmente condenável. De um populismo inaudito.


 


Mas a verdade é que, por muito que eu concorde com tudo o que se diga contra este governo, mesmo que diga pior do país e dos meus conterrâneos do que os revolucionários artistas que nos visitam, não gosto nada, mesmo nada de os ouvir criticar, principalmente com condescendência, o que cá se passa.


 


E vestindo completamente o futebol como último reduto da dignidade de um país ultrajado, adorava que Portugal derrotasse a Alemanha. A-do-ra-va.


 

A vez da Espanha

 


Segundo todos os jornais, a Espanha está a horas de um pedido de resgate financeiro, após inúmeras negações repetidas pelo seu Primeiro-ministro, no poder há cerca de 6 meses, tal como aconteceu a Portugal, também após inúmeras declarações de Sócrates, negando a necessidade de recurso a uma intervenção externa.


 


Gostava de ouvir os defensores da intervenção do FMI a Portugal, que usaram a teimosia do governo socialista como arma de arremesso e justificação para a crise política que levou à realização de eleições antecipadas, o coro de insultos que se ouviram e leram em relação a Sócrates e a Teixeira dos Santos, os culpados da inevitável intervenção a tão mal governado país, explicarem esta incongruência.


 


Rajoy não é mentiroso, nem está delirante, é totalmente a favor de austeridades e minimização das funções do estado, é um homem às direitas. Como é que é possível os mercados terem-se voltado consistentemente contra Espanha?


 


Os países europeus, principalmente aqueles que aceitaram ser apelidados de preguiçosos, mentirosos, gastadores, etc., aqueles que foram aceitando que o poder político fosse substituído por pressão do poder económico, principalmente aqueles que aceitaram que quem decide na união europeia é a Alemanha, olham para a destruição de um projecto de cooperação, de paz e de bem-estar social, conformados.


 


Quando se fazem análises históricas aos grandes conflitos europeus e aos seus primórdios, custa a perceber que tudo estava à vista e ninguém conseguir perceber. Estamos outra vez na mesma. De fato a História repete-se pela cegueira que impede os líderes dos povos reconhecerem evidentes sinais de alarme.


 

07 junho 2012

Da inutilidade dos impostos

 


É cada vez mais difícil perceber a razão da cobrança de impostos que, por sua vez, são cada vez mais altos. A segurança social, a saúde e a educação deixaram de ser um direito para todos. A opção pelo estado mínimo resulta num estado que deixou de assumir como seus a obrigatoriedade de prover esses serviços públicos.


 


Neste momento já há acesso condicionado pelos rendimentos aos serviços de saúde e ao ensino superior – há pessoas que não se tratam porque não têm dinheiro; há pessoas que não vão para a universidade, ou que a deixam, porque não têm dinheiro.


 


Nas comissões parlamentares alguns deputados horrorizam-se com o dinheiro despendido na remodelação das escolas públicas. Para eles quem recorre ao ensino público não tem direito a instalações desenhadas por arquitectos de renome, não tem direito a energias limpas, não tem direito a tecnologias de informação de ponta, a pinturas nas paredes, a pátios e cantinas de grande qualidade.


 


A noção do estado pequeno, pobre, mínimo, medíocre, é herdada do moralismo espartano que regressa. Em vez dos impostos contribuírem para a inovação, para a investigação, para o que de melhor há em termos de práticas, de tecnologias, de procedimentos, em vez de termos um estado exigente, que recrute os melhores, que lhes dê condições de trabalho dignas e incentivadoras, em vez de termos um estado que sirva de exemplo em todas as áreas, temos serviços públicos à medida da pobreza crescente, do desinvestimento na igualdade de oportunidades, da marginalização dos mais fracos.


 

06 junho 2012

Cidades e rios (4)

 


Nada mais apaixonante do que olhar as cidades pelos leitos dos rios, verdadeiras vasos de sangue arterial e venoso, que as mantém vivas e comunicantes, que as defendem e as vulnerabilizam, que contém a capacidade quase eterna de crescimento e morte, em ciclos que se repetem dentro de cada um dos seus habitantes.


 



Sevilha – rio Guadalquivir


 


 



Leiden – rio Reno Velho


 


 



Londres - rio Tamisa


 


 



Florença - rio Arno


 


 



Bordéus - rio Garonne


Cidades e rios (3)

 


As cidades são corpos que respiram, pensam e sentem, com centros nevrálgicos de poder, muralhas, portas com defesas, fossos profundos e estradas. Maiores estradas e mais hipnotizantes são os rios que as atravessam, que as dividem ou conduzem, que lhe apoiam a vida e lhes desfazem os exílios.


 


 



Coimbra - rio Mondego


 


 


 


Toledo - rio Tejo


 


 



Kassel - rio Fulda


 


 



Praga - rio Vltava


 

Cidades e rios (2)

 


Sem essa água de libertação, de desprendimento, de concentração em outra lonjura, sem essa capacidade de navegar para outros lados, nunca seria possível a saudade, o distanciamento, a loucura de manter pontes, de atravessar roturas, de caminhar para mais experiências, para mais futuros, para mais eus, divididos e assimétricos, nas expectativas de nós e de outros.


 



Graz – rio Mur


 


 



Madrid - rio Manzanares


 


 



Porto - rio Douro


 


 



Basileia - rio Reno


 


 

Cidades e rios (1)


 


Alguma coisa nos deve dividir, simétrica ou assimetricamente. Alguma coisa nos divide o cérebro, a lateralidade. Alguma coisa de essencial neste meio de mielina ou de espelho, alguma coisa de virtude, alguma rota de fuga. Cada uma das encostas inclinadas para o meio, para o fluxo, para o rio, para a foz.


 




Lisboa - rio Tejo



 




Roma - rio Tibre



 



Paris – rio Sena



 



Viena – Rio Danúbio


 


 

Da regressão nos direitos sociais

 


O SNS foi fundado há há 33 anos. Durante estas 3 décadas foi possível garantir a toda a população um serviço público de grande qualidade, como o provam os indicadores de saúde internacionalmente aceites. O SNS afirma-se como um pilar de um dos direitos sociais fundados com a nossa democracia, que hoje são indissociáveis do conceito de uma sociedade livre, justa e democrática.


 


Uma das razões para o sucesso do SNS e da garantia a cuidados diferenciados de saúde, conforme o estado da arte, foi a implementação das carreiras médicas, estruturada em graus, ao longo da qual era possível ir adquirindo mais diferenciação e mais experiência, numa organização de trabalho de equipas, em que fazia parte do trabalho assistencial a formação contínua e dos mais jovens, a medicina tutelada para quem ainda estava em formação, a actualização de conhecimentos e a investigação médica.


 


É claro que o mundo mudou nestes 33 anos. Aumentaram os recursos tecnológicos, aumentou a a capacidade de diagnóstico e terapêutica, mudaram os conceitos de qualidade de vida, de promoção de saúde, passamos ao conceito de medicina personalizada. Por outro lado, as alterações demográficas, as mudanças na distribuição pelo território, as crises internacionais, forçam-nos a reformar, reorganizar, optimizar os recursos, para podermos tratar cada vez mais e melhor, com mais eficácia e menos desperdício.


 


Por isso tenho defendido publicamente todas as medidas que julgo indispensáveis para a indispensável reforma do SNS - a reforma e melhoria dos cuidados primários de saúde, a reorganização da carta hospitalar, a reorganização dos serviços hospitalares, com concentração, referenciação e mobilidade dos profissionais, a implementação de guidelines terapêuticos  e de procedimentos de diagnóstico, a prescrição por DCI, a implementação do processo clínico electrónico, a implementação da exclusividade obrigatória, a revisão dos horários de trabalho, o controlo de assiduidade, a avaliação do desempenho, a reforma da remuneração com plataformas fixas e prémios por desempenho, devidamente enquadradas em competência técnica e humana. Muito há para fazer.


 


Mas o que este governo fez, primeiro com a revisão das taxas moderadoras e, agora, com o definitivo enterro das carreiras médicas, é destruir o próprio conceito de um SNS, acabando com a equidade do acesso aos cuidados e com a garantia de uma prestação de qualidade, para quem tiver que recorrer ao serviço público.


 


Subscrevo na totalidade este comunicado do Sindicato Independente dos Médicos. Quem tanto clamou em defesa do SNS sem razão, no tempo de Correia de Campos, pois que levante a sua voz agora, em que se assiste, pelos vistos com a tal paciência elogiada por Passos Coelho, ao seu fim.


 


Não sei se há ainda alguém iludido com as imposições da Troika. Estas opções, tal como as tomadas no domínio da escola pública, são ideológicas. Legítimas, mas opções desta maioria que nos governa. Temos no poder duas forças políticas cuja ideologia não contempla a universalidade dos direitos à saúde, à educação e à segurança social.


Cão de rua

 



Giacometi: the dog


 


Tentemos as palavras pelo peso dos sentidos


sem cotação em bolsa nem mercado laboral


tentemos os braços armados da sonoridade


da trémula indigência repartida em afetos


tentemos a fuga nas páginas do desassossego


pelo desejo que se espalha em notas de música letrada.


 


Tentemos a poesia que sabemos proscrita


pelo estreiteza e pela prisão do medo


e finalmente o amor daquele que se guarda


em cofres desabrigados como cão de rua.


 

05 junho 2012

Oooopss...

 


... o post anterior saiu sem eu querer.


Está em elaboração. E sim, Vltava é o rio que atravessa Praga.


 

03 junho 2012

Kassel*

 



Irmãos Grimm


Jacob (04/01/1785 – 20/09/1863) 


Wilhelm (24/02/1786 – 16/12/1859)


 


 



Kinder- und Hausmärchen


Erster Theil


20/12/1812


 


 



Contos da Infância e do Lar


Irmãos Grimm


 


 



Bombardeamento Kassel - 2ª Guerra Mundial


Fevereiro de 1942 a Março de 1945


 


 


 



Campo de Concentração - Dachau


(depois da libertação - 1945)


 


 


 



Documenta VI


 


 


 



rio Fulda


 


 


 



Kassel


 


*À moda do Malomil


 

Nova morada - do Sapo para o Blogger

Resilience Paula Crown O Sapo vai deixar de ser uma plataforma de alojamento de blogs. Tudo acaba. Os blogs estão em agonia e só mesmo algu...