04 fevereiro 2012

O Sr. Meireles

 



 


E o Sr. Meireles (como lhe chama uma amiga) entrou, final e triunfalmente na minha casa. Grande, robusto, fiável (esperemos), promete mundos e fundos de sabor.


 


Mas não foi fácil. Em primeiro lugar, ninguém pense que aproveitar algumas coisas menos velhas, que outros, com amor e carinho nos doaram, vale a pena. No caso em apreço, reutilizar um fogão composto por placa e forno eléctrico, numa casa apetrechada com um fogão a gás inteiriço, tudo num só, fica ao triplo do preço de um novo fogão inteiriço a gás, novinho em folha, para substituir a velharia. Isto quando não embarcamos num único orçamento, feito por um dos muitos Mourinhos de cozinhas, que se esquece, coisa pouca, de que a torneira de segurança do gás deve ficar, obrigatoriamente, à mão de semear.


 


Mas a solução de troca de fogões, Sr. Portugal por Sr. Meireles, é muito mais complicada do que parece. A empresa que fabrica e comercializa os fogões Meireles, portuguesa com certeza, vende-o on line ou através de outras casas que estão perto de toda a gente. Por isso fui feliz e contente à Rádio Popular para adquirir o famoso fogão Meireles. Apesar de ter avisado que o gás que corria nos canos da minha casa era o natural, disseram-me logo que o fogão era entregue preparado para gás butano, e que iria lá um técnico Meireles para trocar os injectores. Apesar de me terem tentado esclarecer, não percebi a explicação da razão pela qual o fogão não poderia ser entregue já com os injectores correspondentes. Depois teria que ser o cliente - neste caso eu - a contactar um técnico credenciado para a instalação do fogão. A Rádio Popular faria o obséquio de me dar o nome de uma empresa credenciada para o efeito. E também podiam remover o fogão antigo se e só se já estivesse desligado da canalização.


 


Impossível tentar juntar todos estes elaborados e laboriosos passos. Portanto eu comprava um fogão que me iam entregar a casa (a Media Markt, por um trajecto de 5 Km, cobra a módica quantia de 20,00€); a seguir, não sei quanto tempo depois, aparecia o técnico para trocar os injectores; depois, iria outro técnico fazer a instalação; a seguir eu ajeitava o fogão velho como um móvel a mais, até ser possível a Câmara ir lá buscá-lo. Muito prático, não há dúvida.


 


Como não me rendi, procurei na internet todas as casas que forneciam fogões Meireles e oh, surpresa, a Neocasa, instalada na zona de Leiria, faz tudo ao mesmo tempo: traz o fogão novo, já com os injectores adaptados ao gás que temos, instala o fogão porque é credenciada para isso, leva o fogão velho, e entrega a factura em troca do pagamento por multibanco, na nossa própria residência. Não é extraordinário?


 

6 comentários:

  1. pink09:50

    Publicidade gratuita!

    Assim vai ter de arranjar espaço para dois...

    Pode denunciar as más práticas,sem mais!...

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  2. Ana Marques Pereira18:57

    Sofia,
    Se era um fogão Portugal antigo foi pena não te lembrares de mim.
    Bj

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    Respostas
    1. Ana, que horror! Tinha mais ou menos 25 anos - já estava no grupo que te interessa?
      Bj

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    2. Ana Marques Pereira20:49

      Sofia,
      Depende do estado e do modelo. A Fábrica Portugal já não existe. Mas como devia ser grande ainda bem que não te lembraste. Bj

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  3. Ernestina Sentieiro18:47

    Sofia
    A fábrica de fogões Meireles fica situada no município de Paredes. É bem visível a quem passa na auto-estrada Porto-Amarante em direcção a Trás-os-Montes.
    Temos um fogão Meireles com cerca de três anos, que substituiu um outro da mesma marca. O nosso é exclusivamente eléctrico, com aqueles discos antigos. Excelente. Seguro, rápido e económico. Só é preciso saber lidar com ele em combinação com as panelas de pressão para se obter bons resultados.
    É daqueles bons produtos portugueses que deveriam ser mais bem conhecidos.
    Quanto a custos de entrega e problemas de instalação estou completamente de acordo. Variam de empresa para empresa. É aconselhável conhecer o sistema antes de comprar.

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