07 outubro 2011

Actualidades

 


De vez em quando ainda levanto o pouco o voluntário afastamento das notícias.


 


Ouvi a entrevista que Pedro Silva Pereira deu a Maria Flor Pedroso, em que desmascara a mistificação que este governo fez à volta da execução orçamental do 1º trimestre, do desvio colossal e do conhecimento ou desconhecimento das dívidas da Madeira.


 


Li que Teixeira dos Santos defende que o PS viabilize o Orçamento de Estado para 2012, porque não é altura de tirar dividendos políticos, sendo imprescindível assumir responsabilidades. Ainda há pessoas que colocam o interesse do país acima de qualquer outro interesse.


 


Leio e ouço muitos que rejubilam perante o fracasso da descida do défice e do aprofundamento da recessão, como demonstração de que este governo não é capaz de governar. Não votei no PSD nem no CDS, não aprovo a ideologia deste governo, não me revejo neste mandato presidencial. Mas o fracasso deste governo, que venceu eleições livres apenas há alguns meses, portanto escolhido pela maioria dos portugueses, é o fracasso de todos nós. Não o desejo nem o aplaudo. O governo tem legitimidade para governar e deve fazê-lo. O PS é co-responsável por muitas das medidas que estão a ser tomadas, pois assinou o memorando.


 


Espero que o PS assuma as suas responsabilidades, sem aproveitamentos espúrios da aflição nacional. Debater e combater as políticas com que não se concorda, mas sustentar aquilo que tem que ser sustentado para que todos estes sacrifícios possam fazer algum sentido.


 


Foi um erro o chumbo do PEC IV. O PS deve lembrar-se bem desse erro dos partidos da oposição. É bom que o não repita, agora que já não é governo.


 


Outra notícia que acende uma luzinha de esperança: a maioria absoluta de Alberto João Jardim pode não ser tão certa.

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