20 maio 2011

O debate

 


Penso que foi um debate tenso e doloroso de se ver. De dar dor de cabeça. Quem tinha mais a perder era Passos Coelho. E, quanto a mim, perdeu.


 


Perdeu porque chamou mentiroso a Sócrates e foi desmentido, perdeu porque não soube defender as ideias que tem propagandeado, óbvio no caso dos co-pagamentos no SNS, perdeu porque não conseguiu explicar porque tinha provocado a queda do governo.


 


Sócrates não conseguiu explicar a manutenção da segurança social e surpreendeu-se com a agressividade de Passos Coelho.


 


Mas vamos todos ficar a saber o que deveríamos pensar. Maria João Avilez já nos está a demonstrar a vitória de Passos Coelho. Mas os outros também nos vão ensinar a interpretar o debate.


 

18 comentários:

  1. Pelos vistos você também tenta, Sofia. E sempre teve o Rangel para servir de contraponto à Avilez. Só que ele distraiu-se e reconheceu que Passos Coelho esteve à altura de Sócrates, o que, evidentemente, significa que foi muito melhor do que este.

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    1. Jaa , embora fique muito lisonjeada pelo facto de comparar a visibilidade do meu blogue à RTP1 , eu não tento influenciar ninguém. Apenas digo o que penso e disse-o antes de ter ouvido os comentadores (mas ainda assim fui atropelada pela Maria João Avilez), precisamente para não ser influenciada. Se influencio ou não as pessoas, isso tem mais a ver com elas do que comigo.

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    2. Jaime Santos23:30

      Se Rangel disse isso (e não podia dizer menos, porque afinal é do PSD e deputado europeu e não quer que o acusem de minar a campanha), então é porque pensa que Passos perdeu.

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    3. Não estará a fazer confusão entre o Emídio (o comentador) e o Paulo (deputado), ambos Rangel?

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    4. Cada um expressa as opiniões nos meios e para as audiências que arranja. :)

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    5. Trata-se do Emídio, como a Sofia já referiu. O Paulo, claro, dificilmente seria isento.

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    6. Jaime Santos11:03

      Ooops, é o que dá não ter visto o programa. Há tantos Rangeis na televisão por estes dias ;-) ...

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    7. Arrisco-me a completar, a partir do que escreveu acima, que «o Emídio, claro, dificilmente não o seria» (isento).

      Nesse caso, é capaz de elaborar um pouco mais sobre o que é para si isenção, jaa?...

      Obrigado

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    8. Obviamente, no caso do Rangel eu estava a ser irónico.
      Isenção? Talvez moeda ao ar. De resto, temos sempre preferências. É por isso que, atendendo ao historial e aos posts que escreve, também não acredito que a opinião da Sofia seja isenta e que, como afirma num post mais acima, não tenha candidato (mas, se está indecisa, eu, de acordo com a minha própria opinião, construída de acordo com as minhas tendências, só posso ver isso como positivo).

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    9. Ah, só mais uma coisa: apesar de tudo, há quem tente, dentro da sua forma de ver o mundo, ser minimamente objectivo. Não é o caso dos Rangéis. Mas o Paulo assume-o, através da filiação partidária. Não é "apenas" um comentador.

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    10. Jaime Santos18:31

      Meu caro jaa , O Nuno Bredorode dos Santos escreveu um dia que não se tentava armar em analista isento, porque não era nem analista, nem isento. O máximo que se pode esperar de um comentador/a e que este não esconda (ou deixe de responder a) nenhum facto relevante para uma analise (e isso já e pedir muito). Agora, ira fazer sempre essa analise de um certo ponto de vista. Por isso, isenção e algo que de facto não existe...

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    11. Eu tenho a certeza que não sou isenta, mas tento sê-lo. Quanto aos meus posts e ao meu historial, tenho a dizer-lhe que não estou indecisa. Por muito que o governo socialista, este último principalmente, me tenha desiludido, quase imaediatamente após às eleições, não há nestas eleições, nenhum candidato nem nenhum partido que considere preferível a Sócrates e ao PS. Votarei PS.

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    12. Jaime Santos20:55

      Sofia, a minha posição é que em circunstâncias normais seria positivo para o PS perder as eleições. Na verdade, concordo quase inteiramente com o que vem sendo defendido pelo Pedro Adão e Silva. Os partidos e os seus líderes gastam-se no poder e a alternância tem que eventualmente funcionar, senão é a própria Democracia que está em causa. Como não vou poder votar, a questão da escolha a mim não se coloca. Em face do programa do PSD e da impreparação quer de PPC quer da sua entourage, e levando também em conta a falta de humildade democrática que tem caracterizado o PSD, julgo que se votasse faria a sua escolha. Mas penso que é triste para as pessoas de centro-esquerda como eu terem de ser obrigadas a escolher um mero mal menor...

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    13. De acordo, Jaime Santos, principalmente com a sua última frase.

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  2. pink09:47

    Esperava um Sócrates mais tranquilo e seguro e tal não aconteceu.
    Passos Coelho não precisou de se ultrapassar para ganhar alguns pontos.

    Cassetes e folhas de jornal já não rendem. O estilo está esgotado e parece persecutório,mais do que uma instrumento de esclarecimento oportuno.

    Um debate perdido não me alegra,mas também não me
    desmobiliza.

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  3. Mais que TUDO18:42

    Não deve ter visto o mesmo debate que eu...

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  4. Ernestina Sentieiro19:36

    Não ouvi as análises referidas. Não falo delas, portanto.
    Quero aqui exprimir a minha indignação pelos comentários levianos, para não ir mais longe, sobre Emídio Rangel.
    Ele não é um simples "comentarista".
    É um jornalista possuidor de uma das mais brilhantes carreiras profissionais deste país. Fundou a TSF e a SIC - recordam-se?. No curto espaço de tempo que esteve à frente da RTP, modernizou-a. Foi afastado, saneado, para dizer a palavra mais adequada. E o que espanta é que tenha sido remetido para um canto um profissional com um currículo como o dele, quando há tanta mediocridade a comandar os media.

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    1. Ernestina Santieiro . Tem toda a razão em referir a excelente carreira profissional de Emídio Rangel. Acho mesmo que ele revolucionou a informação, em Portugal.

      Mas a prestação dele enquanto comentador político não se assemelha em nada ao brilhantismo da carreira. É de um sectarismo difícil de entender, até.

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