Há alguns dias, em acesa discussão com uma amiga, à volta de um jantar que tentava apagar a exaustão que nos acabrunhava, afirmava eu com toda a convicção que o povo somos nós, bons, maus, corruptos, rigorosos, iguais a todos os que tanto condenamos e desprezamos. Ouvi uma resposta meio azeda meio séria, de quem se sente mal pelo que diz, mas convencida da sua razão, de que não, não somos todos iguais, que ela não se sentia parte daquele povo mal educado e vigarista, oportunista e ronceiro.
Hoje, ao inteirar-me da forma como o Benfica reagiu à vitória do Futebol Clube do Porto, também eu afirmo que não faço parte do povo que mandou fechar as luzes e abrir a rega, não sou igual a quem atira pedras, a quem faz da selvajaria a relação com o seu pequeno mundo. De facto, ainda bem que não somos todos iguais.
:))))))
ResponderEliminarCOMENTÁRIO AO POST DE SOFIA LOUREIRO DOS SANTOS - "(Não) somos todos iguais"-
ResponderEliminar00- “Ser Igual” e “Ser Diferente”.
01- A linguagem do “Ser Igual”, sugere de imediato, a linguagem do “Ser Diferente”.
02- A magna questão da “Liberdade”- associada a “Igualdade”- encerra sempre, na concisão, a “Liberdade de Poder ser Diferente”.
03- O trágico e dramático, é que a “condição de fazer parte de um povo” encerra sempre essa essa dicotomia ou aparente dicotomia.
04- A nossa postura resvala sempre para a “Pedagogia”. A “PEDAGOGIA”.
05- Pacientemente, explicar e persuadir, todos, que a “Liberdade de Cada Qual”, comporta a “Liberdade de Podermos ser Diferentes”. E explicar e persuadir, todos, que a “Liberdade de Poder ser Diferente” não lhes confere o Direito de atentarem contra os “Processos Civilizacionais”.
Boa noite.
Bom serão.
Saudações Cordiais de
Acácio Lima