Há sempre alguém que gostaríamos de igualar, nesses sonhos de grandeza da adolescência, heróis da ciência, das artes, gente que desafia o perigo, que se entrega à morte para salvar o próximo, enfim, daqueles seres que se nos apresentam em forma humana, mas são carne e sangue de deuses.
Pois eu sempre juntei à minha lista os detectives das histórias que vou lendo, mas não do tipo Sherlock Holmes ou Philo Vance. Os que eu aprecio são a Miss Marple, a Mma Ramotswe, o Poirot, o Foyle, o Jaime Ramos e o Maigret, ou aqueles seres anónimos e sem graça que se revelam nos policiais, cheios de defeitos e de vícios mas argutos e, bem lá no fundo, generosos e capazes de entregas totais, de renascimentos memoráveis.
Este fim-de-semana comecei a saborear uma das muitas séries já realizadas com base nos livros da Agatha Christie, em que a espertalhona e mexeriqueira Miss Marple observa as águas paradas da vida de todos os dias e descobre mundos invisíveis e inconfessáveis.
É uma boa maneira de vencer a crise. Pelo menos desligamo-la por algumas horas.
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