11 fevereiro 2011

Egipto - madrugada esperada


 



 


Hoje há um lugar que nos ocupa os olhos, os ouvidos, a esperança, como aconteceu há 37 anos. Os soldados ao lado do povo.


 


No Egipto é tempo de grande júbilo, de sonho e de utopia.


 


A tomada de poder pelos militares, a dissolução do Parlamento - será que é o verdadeiro início de uma nova era de transição para a democracia? Esperemos que sim. Também por cá experimentámos o extremismo, ultrapassámos o Verão quente de 1975 e vivemos em liberdade e democracia.


 


Já ouvi que hoje caiu o muro de Berlim no mundo árabe. Vamos todos torcer para que assim tenha, de facto, acontecido.



3 comentários:

  1. Anónimo00:24

    COMENTÁRIO AO POST DE SOFIA LOUREIRO DOS SANTOS- "EGIPTO - MADRUGADA ESPERADA"



    01- As mudanças de regime político, sempre ocorrem num quadro impar e específico, quer social, quer económico, quer financeiro, quer político, interno, bem como no quadro geral político externo, mundial. Todas as mudanças de regime têm especificidades.

    Verdades de M. de La Palisse.

    02- Quando, em 1975, passei, numa noite longa, pelo “Quartel General das “Brigadas Revolucionárias””, episódicamente sediado, na Rua Castilho, dei por mim, a palear com a Isabel e o Carlos, em que os três, davámos por adquirido, que o estádio dos trabalhadores portugueses, era claramente mais elaborado que o estádio dos trabalhadores russos do período czarista. Rápidamente concluimos que seria espectável que Portugal desembocasse numa “Democracia Avançada”, “Aprofundada”.

    03- Só parcialmente, muito parcialmente, a nossa hipótese foi confirmada. De facto, os “Direitos Sociais”, que vieram, de jure, a ser consagrados na Constituição, foram muito amplos. O Estado Providência acabou por ter uma razoável expressão.

    04- É claro que nem todos os Exércitos, têm o seu Melo Antunes. E não sei se o Exército do Egipto, os tem.

    05- Como não sei, qual o poder dos Sindicatos do Egipto, e que visão sindical têm.

    06- Também não sei qual a força dos maximalistas no Egipto, mas sabia que não era muito ampla, cá.

    07- Mas sei bem, que a Guerra Colonial era um facto, e era mandante, de toda e qualquer marcha política. No Egipto não temos essa situação, que foi decisiva cá.

    08- Então tinhamos a ”Guerra Fria”, no mundo da época, e não tinhamos um Fundamentalismo Religioso Islâmico.

    09- O conglomerado arábe, pouco ou nada tem a ver com o conglomerado europeu.

    10- A tradição da Democracia Representativa, era muito mais forte na Europa, e cá, de que no Mundo Arábe, e na generalidade dos países do Médio Oriente.

    11- Os USA de então, não são, de todo, os USA de hoje.

    12- De tudo isto referido, e doutras reflexões sobre a vida societária, ida e da vigente, penso que o PULSAR sobre o processo em curso no Egipto, não pode tentar decalcar as vivências, e as emoções fortes, do “25 de Abril” e do pós imediato dele.

    Cordiais Saudações de

    ACÁCIO LIMA

    ACÁCIO LIMA
    ENGENHEIRO MECÂNICO E CONSULTOR TÉCNICO-COMERCIAL
    R. da Natária, 88 – 1F
    4250-324 Porto
    968957783
    acaciobaratalima@tvtel.pt
    B.I. NR. 1468705.4
    NIF NR. 149860616

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Um comentário muito pertinente. Apenas quis dizer que não é totalmente certa a democracia no Egipto, nem que tipo de democracia.

      Eliminar
  2. Também por cá experimentámos o extremismo, ultrapassámos o Verão quente de 1975 e vivemos em liberdade e democracia. Não falta aqui também, corrupção e compadrio?

    ResponderEliminar

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...