09 janeiro 2011

Manual de sobrevivência

 



 Bailey Doogan: The Hard Place


 


Agarro as pontas do mundo, por baixo do fundo ou de cima das nuvens, sempre distante. Observo cientificamente os humores, os sentidos, as vontades, os desesperos, de uma forma mais ou menos ténue, como se nada me tocasse.


 


Trato a decrepitude do corpo, as pernas enroladas por veias nodosas, as articulações preguiçosas, os músculos doridos, as insónias constantes, a desidratação do cérebro, como um pequeno detalhe na roda dentada da vida. Mais entalhes e mais dentes, o tempo decorre aos soluços e eu desprendo-me dos restos do mundo para um fundo só meu, muito meu.


 

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