As eleições presidenciais estão transformadas numa inevitabilidade fútil, da qual os cidadãos se alheiam e bocejam.
Cavaco Silva será o vencedor antecipado e esperado, não aclamado nem por aqueles que fazem parte da sua natural base de apoio. Manuel Alegre está reduzido a uma voz sonante que cada vez se cala mais, sem inspiração nem capacidade para desfazer o que desfez nestes anos em que passeou o seu milhão de eleitores. Fernando Nobre esvaziou-se numa mão cheia de boas intenções e populismo anti-política e anti-políticos. Francisco Lopes é como um boneco de artesanato de má qualidade, nesta feira decrépita, em que os candidatos não brilham nem têm ninguém que por eles brilhe.
Desta irrelevância presidencial, gastamos o tempo a gritar pelo FMI e a lamentarmo-nos de tudo e de todos. Estão de regresso os embriões do totalitarismo, da xenofobia e do racismo. Quem diria, após uma crise que relançou a esperança do regresso ideológico? Quem diria depois de Obama dizer que sim, que podia?
inevitabilidade fútil
ResponderEliminarSubscrevo e assino por baixo