30 agosto 2010

This masquerade













Cybill Shepherd & Stan Getz

 


Are we really happy with
This lonely game we play
Looking for the right words to say
Searching but not finding
Understanding anyway
We’re lost in this masquerade

Both afraid to say we’re just too far away
From being close together from the start
We tried to talk it over
But the words got in the way
We’re lost inside this lonely game we play

Throughts of leaving disappear
Each time I see your eyes
And no matter how hard I try
To understand the reason
Why we carry on this way
And we’re lost in this masquerade

We tried to talk it over
But the words got in the way
We’re lost inside this lonely game we play


 

29 agosto 2010

Barbárie


 


Apedrejar alguém até morrer é uma barbaridade. Deveria sê-lo para toda a humanidade, independentemente da religião, do status sócio-económico, de razões culturais, de cor da pele, de orientações sexuais, de escolhas políticas ou outras.


 


É claro que a opinião pública só é importante nos países em que essa opinião pública se pode informar e manifestar, em que há liberdade de expressão, em que há respeito pelos direitos humanos e pelos valores democráticos. Não é esse o caso do Irão, como não é o caso de Cuba, da China ou da Venezuela.


 


A esses países não chegam as notícias das manifestações, dos protestos, dos movimentos de solidariedade. Essas sociedades não comungam dos mesmos valores das sociedades ocidentais.


 


Mas não é por isso que a lapidação deixa de ser uma barbaridade para a qual todos os que a sintam como tal protestem, se manifestem e escrevam textos condenatórios. Apenas porque, na nossa sociedade ocidental, temos o poder de dizer o que não queremos e não precisamos de justificações para a solidariedade.


 

A Princesa de Gelo


 


Ler pela noite fora, pela madrugada, pela manhã. Devorar o livro, reter a pulsão de ir espreitar ao fim para descobrir a solução.


 


Um excelente livro policial, de uma autora sueca, com uma história das profundezas das terras pequenas, nas profundezas da alma humana, bem construída, com personagens credíveis, que prende da primeira à última página.


 


Aguardemos a tradução dos outros livros de Camilla Läckberg, pois A Princesa de Gelo já é de 2003.


 

28 agosto 2010

Manifesto do SNS

 


Portugal adoptou o Serviço Nacional de Saúde (SNS) como modelo de organização dos cuidados de saúde. Cobre toda a população residente, mesmo os emigrantes e estrangeiros, garante a prestação da totalidade de cuidados e nada cobra dos doentes quando estes o procuram, a não ser taxas moderadoras relativamente pequenas das quais a maioria da população está isenta. Cumpre-se o que prescreve a Constituição: o SNS é universal, geral e tendencialmente gratuito. No final dos anos setenta fomos capazes de adoptar uma solução de plena modernidade, com provas dadas no Reino Unido e Países Nórdicos. Depois de nós, italianos, espanhóis e gregos adoptaram o modelo SNS com variantes locais. No ano corrente, no final de uma longa batalha política, os EUA adoptaram um sistema universal baseado nos modelos europeus do SNS.



O nosso SNS detém um admirável registo de ganhos em saúde, em especial na área materno-infantil, com os melhores valores internacionais. O SNS é considerado uma das mais bem sucedidas conquistas da Democracia, demonstra bons níveis de satisfação para utilizadores e profissionais, garantiu o acesso universal aos cuidados de saúde, promoveu desenvolvimento, contribuiu para a economia, criou milhares de postos de trabalho com elevada qualificação e prestigiou o País nas comparações internacionais. Se outro tivesse sido o modelo adoptado em 1976, o País estaria hoje porventura menos saudável, gastando mais e sendo, certamente, mais desigual. As recentes celebrações dos trinta anos do SNS geraram elogios e manifestações de apreço em todos os quadrantes da cena política portuguesa.



O SNS é um bastião da qualidade. É a ele que se recorre nos casos mais difíceis. Existe liberdade de recurso ao sector privado, em áreas de diagnóstico e terapêutica e em outras complementares, todas, em geral de menor complexidade. O sector privado foi sempre livre de se estabelecer no internamento e nas consultas, de forma separada e sem dependência financeira do Estado. É este o entendimento constitucional da complementaridade e não o de uma suposta concorrência que o privado vem reivindicando e que se faria sempre às custas do sector público.



O SNS carece de modernização constante, tanto nas tecnologias, como na organização, como ainda na cobertura dos novos riscos. Mudanças demográficas, epidemiológicas, culturais e sociais determinam problemas de saúde que não nos preocupavam décadas atrás, como a prevalência de doentes idosos e dependentes, a sinistralidade, as tóxico-dependências, as novas infecções virais e bacterianas e as novas doenças degenerativas. A todos estes desafios tem respondido o SNS de modo eficaz, mais rápido e menos dispendioso que nos sistemas da Europa Central, de tipo convencionado. E sendo bem gerido, permitiu reformar os cuidados de saúde primários e criar unidades de saúde familiar (USF), cuidados continuados a idosos e a cidadãos com dependência (UCI), cuidados de saúde oral (através do cheque dentista), prevenção do tabagismo, rápida e eficaz assistência na emergência médica, procriação medicamente assistida, prevenção do aborto clandestino, entre muitas outras acções.



Recentes intenções de revisão constitucional propõem o abandono dos princípios da universalidade, pelo alargamento do papel do sector privado de complementar a alternativo, financiado pelo Estado, o que resultaria em cuidados a duas velocidades. E o abandono da tendencial gratuitidade, com a mudança do sistema para pagamento universal no ponto de contacto do doente com o sistema. Em vez do reconhecimento automático da gratuitidade, teríamos o sistema universal de pagamento no acto, com excepções, segundo o nível de pobreza individual. Voltaríamos ao inquérito assistencial da caridade do antigo regime, estigmatizante e gerador de compadrio e fraude.



Estas propostas são inaceitáveis. Os abaixo assinados, oriundos de diversas tendências e famílias políticas, têm dedicado boa parte da sua vida a servir os Portugueses no SNS, prestando cuidados, organizando-os e aperfeiçoando o modelo. Defendem a continuação do SNS na sua matriz universal e o seu aperfeiçoamento constante. O actual contexto político e social exige posições claras. No nosso entender o Serviço Nacional de Saúde é um Direito de Todos e um Dever do Estado Moderno e Democrático.



SIGNATÁRIOS DO MANIFESTO DO SNS:



Adalberto Campos Fernandes, Albino Aroso, Ana Jorge, António Arnaut, António Correia de Campos, António Ferreira, António Rendas, Carlos Arroz, Constantino Sakellarides, Eduardo Barroso, Fernando Regateiro, Francisco Ramos, Jorge Almeida Simões, Manuel Pizarro, Manuel Sobrinho Simões, Maria Antónia Almeida Santos, Maria Augusta Sousa, Maria de Belém , Maria do Céu Machado, Mário Jorge, Orlando Monteiro, Pereira Miguel.


 


Eu subscrevo este manifesto.


 


(Via Saúde SA)


 

Just your fool

 












Cyndi Lauper


 


 


I'm just your fool, can't help myself
I love you baby, and no one else
I ain't crazy, you are my baby
I'm just your fool

I'm just your fool, I must confess
To still love you baby, and take your mess
I ain't lyin', no use a jivin'
I'm just your fool

You must be tryin' to drive me crazy
Treat me the way you do
I ax you please have mercy baby
Let me be happy too

If you gonna leave me, for someone new
Gonna buy me a shotgun, shoot it at you
I ain't lyin', no use a jivin'
I'm just your fool

I'm just your fool, can't help myself
I love you baby, and no one else
I ain't crazy, you are my baby
I'm just your fool


 

Setembro


Jérôme Dern: Septembre


 


Agosto está a terminar, branco, quente, vazio, frustrante, avassalador.


 


Sem causas nem coisas, arrasto-me em estado de negação pelos dias, controlando os gestos, mais vagarosos e pensados, mais precisos e estudados. A noite está à minha espera, as horas desenrolando-se nuas, o calor que sobe pela garganta, que transpira pela pele, alaga o corpo e o lençol.


 


O país parou, como pára todos os anos, mas não para fermentar ideias em pousio, que não as tem. Para escancarar vinganças e ódios, disparates que preenchem os olhos ávidos de algo que não seja a própria vida.


 


A terra há-de recuperar, do braseiro e do sono, a chuva virá retemperar os gostos e, quem sabe, devolver esperança e sonhos.

22 agosto 2010

Dance me to the end of love






 


Leonard Cohen


 


Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic 'til I'm gathered safely in
Lift me like an olive branch and be my homeward dove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love


 


Oh let me see your beauty when the witnesses are gone
Let me feel you moving like they do in Babylon
Show me slowly what I only know the limits of
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love


 


Dance me to the wedding now, dance me on and on
Dance me very tenderly and dance me very long
We're both of us beneath our love, we're both of us above
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love


 


Dance me to the children who are asking to be born
Dance me through the curtains that our kisses have outworn
Raise a tent of shelter now, though every thread is torn
Dance me to the end of love


 


Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic till I'm gathered safely in
Touch me with your naked hand or touch me with your glove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love


 

19 agosto 2010

Encerramento de escolas

Gostaria de saber se Passos Coelho, Presidente do PSD, José Manuel RodriguesAna Drago, deputados do CDS e do BE, respectivamente, Jorge Pires, da comissão política do PCP, João Dias da Silva, secretário-geral da FNE, e Mário Nogueira, dirigente da Fenprof, estariam dispostos a que os seus filhos frequentassem qualquer das 701 escolas básicas que vão encerrar, no âmbito das medidas de reorganização e requalificação do parque escolar.

Troféu

 


Maria Conners: pain


 


Reduzo a pó o caminho dos ossos


moldo a dor como um troféu


sopro-lhe devagar


e o sangue goteja


numa orgia de pena


e paixão.


Abro os olhos e vejo


um saco vazio


no chão.

Novas oportunidades

Começam a aparecer vozes de pessoas que não pertencem ao PS nem ao governo, reconhecendo a pertinência e a importância do programa Novas Oportunidades. Nesse grupo estão, por exemplo, Helena Garrido e Alexandre Soares dos Santos.


 


Mas o nosso jornalismo de qualidade não desarma, na procura de originais burlas cometidas por quem criou o programa e por quem beneficia dele. Hoje a TSF abriu o dia com a notícia fresca de haver pessoas que compram portefólios na internet para apresentarem e conseguirem o certificado do 12º ano. A Agência Nacional de Qualificação apresentou queixa ao Ministério Público por factos passados há 2 anos, que estão a ser investigados. Claro que essa brilhante descoberta do jornalismo de investigação veio da fonte que é o jornal i.


 


Estamos mesmo com falta de notícias.

18 agosto 2010

Um dia como os outros (67)

 



(...) Não é por haver calor que há mais incêndios, mais grau, menos grau sempre ocorreram vagas de calor e nunca se assistiu a tantos incêndios apesar de os recursos para os prevenir, detectar e combater serem hoje bem mais poderosos do que aqueles de que dispunha no passado. A solução não passa por imaginar o regresso da população ao campo, por valas ou queimadas controladas ou por disparates como a limpeza das matas, como se fossem os pinheiros a única espécie vegetal a proteger.


 


A solução passa por uma economia do ambiente, por atribuir valor económico a actividades e produções desvalorizadas pelo mercado e que são indispensáveis ao equilíbrio ecológico. A solução passa por uma abordagem global integrando diversas políticas, desde a política agrícola às políticas sociais. A solução passa por uma reflexão séria em que em vez de se ganharem votos seja o país a ganhar o futuro.


 


O Jumento

Contra a lapidação


 



28 de Agosto, às 18h, no Larogo Camões


via Jugular


 

15 agosto 2010

Pontal

Marcelo Rebelo de Sousa disse-o agora mesmo, obviamente não desta forma: o discurso de Pedro Passos Coelho foi uma farsa. O líder do PSD sabe que não há qualquer justificação para uma dissolução da Assembleia da República até 9 de Setembro. Foi agressivamente populista e não disse nada de novo. O ataque ao PS por causa da Justiça é a perigosa continuação do inaceitável aproveitamento político do desabar de um dos pilares da democracia.


 


É claro que Vitalino Canas veio fazer o pas de deux com a dramatização da crise política.


 


A verdade é que a comunicação social quis fazer um caso político desta festa do Pontal, mas não conseguiu. Não há matéria nem sumo naquela espécie de comício. E além disso, ninguém está minimamente interessado.

14 agosto 2010

Sudário de Turim


reprodução


 


Outro exemplo é o Sudário de Turim. Já todos sabíamos que era uma falsificação, feita na Idade Média. Mas Luigi Garlaschelli, um cientista italiano, reproduziu o sudário com as técnicas e os materiais que estariam disponíveis na época em que foi criado.

O triângulo das Bermudas


 


 


Lembro-me de ler O triângulo das Bermudas há muitos anos e de pensar seriamente na hipótese de seres estranhos e fenómenos de outros mundos, tal como entrar em discussões apaixonadas sobre a identidade extraterrestre de Jesus Cristo.


 


É claro que os mitos vão sendo substituídos. Nos tempos que correm são muito mais interessantes os estudos sobre a vida humana de Jesus, o casamento com Maria Madalena, a substituição de Maria Madalena pelo culto da Virgem Mãe, etc.


 


Mas descobrir que os aviões e os navios desapareciam por causa de gás metano destrói todo o encanto do mistério e do romantismo do triângulo das Bermudas.

11 agosto 2010

Meu caro amigo









Chico Buarque


 


Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita


 


Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol


 


Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta


 


Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando e também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão


 


Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades


 


Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol


 


Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta


 


É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão


 


Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa


 


Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol


 


Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta


 


Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão


 


Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco


 


Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol


 


Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta


 


A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus

10 agosto 2010

Branco


Marlous Borm: sem título


 


Dias brancos tórridos


brancos como a cegueira de luz


tanta luz. O ar parado como o raciocínio


imóvel a surda incapacidade de compreender.


Não se notam os contornos dos sentidos


não se sentem as agulhas da tristeza.


O ar parado insuspeito de vida.


Presa do branco


de fios inúteis brancos espessos


de uma teia infinita.

09 agosto 2010

Extremamente alto e incrivelmente perto


 


Oskar procura um cofre, procura o pai por toda a cidade de Nova Iorque, tentando calar a dor da ausência provocada pela morte deste no atentado às Twin Towers do World Trade Centre.


 


Oskar inventa ininterruptamente quando sente as botas pesadas, quando sabe que vai demorar muitas horas a adormecer, angustia-se com a hipótese de novos atentados e com o pânico, tenta equilibrar-se num mundo que se desequilibrou no momento em que os aviões embateram no betão, o fumo, o ruído, os gritos e a ausência, até de um corpo num caixão.


 


Jonathan Safran Foer escreve um livro deliciosamente triste, cheio de nódoas negras no corpo e na alma, atravessando os bombardeamentos de Dresden e de Hiroxima na 2ª Guerra Mundial e o atentado de 11 de Setembro nos EUA.


 


Um livro brilhante e comovente - Extremamente alto e incrivelmente perto - de nós.

A Justiça e o Supremo Magistrado da Nação

O caso Freeport continua a expor a indesmentível politização da justiça. Demonstrando uma inequívoca falta de princípios e embarcando no perigo que é a destruição do estado de direito, os líderes dos partidos políticos, em vez de se demarcarem das múltiplas tentativas de substituição ilegítima dos poderes legalmente exercidos, resultantes dos órgãos representativos consagrados na Constituição, aproveitam o que podem considerar uma vantagem na luta política. Não percebem que será uma vantagem de muito curto prazo e que esta situação é ideal para o germinar de projectos ditatoriais.


 


Tão ou mais grave que a promiscuidade entre a justiça e a política, caucionada pelos líderes partidários, está o silêncio do titular e dos candidatos ao cargo de Presidente da República. A justiça é um dos pilares do regime democrático. Parece-me tristemente significativo que nenhum dos candidatos tenha considerado este assunto merecedor da sua atenção.


 


Nota: ler Helena Garrido em Pior é possível.

08 agosto 2010

Wish you were here









Pink Floyd


 


 


So, so you think you can tell
Heaven from Hell,
Blue skys from pain.
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?

And did they get you to trade
Your heros for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
And did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?

How I wish, how I wish you were here.
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears.
Wish you were here.

03 agosto 2010

Aquarela






 


Toquinho


 


Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...


 


Corro o lápis em torno
Da mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...


 


Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...


 


Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando Havaí
Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela
Brando navegando
É tanto céu e mar
Num beijo azul...


 


Entre as nuvens
Vem surgindo um lindo
Avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar...


Basta imaginar e ele está
Partindo, sereno e lindo
Se a gente quiser
Ele vai pousar...


 


Numa folha qualquer
Eu desenho um navio
De partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida...


 


De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo...


 


Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está...


 


E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...


 


Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...


 


Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
(Que descolorirá!)
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
(Que descolorirá!)
Giro um simples compasso
Num círculo eu faço
O mundo
(Que descolorirá!)

01 agosto 2010

O novo alvo









Ninguém quer debater nada sobre educação. O que interessa são frases feitas e tempos de antena para indignações totalmente disparatadas sem sequer se tentar perceber o que está em jogo. A forma como os vários partidos da oposição, os sindicatos dos professores e muitos comentadores reagiram às declarações da Ministra da Educação em relação ao necessário debate sobre o insucesso e o abandono escolar, recolocando o problema das reprovações numa base diferente daquela que até hoje vigora, pelo investimento das famílias, dos alunos e dos professores no trabalho e na responsabilização, tentando que se aumente o nível de aprendizagem de cada aluno, demonstra, mais uma vez, a falta de verdadeiro debate, não só político como técnico. Mal se fala em pensar a sério sobre qualquer assunto, todos os esforços se unem para matar as ideias à partida, para destruir qualquer embrião de mudança.


 


O objectivo de qualquer escola, de qualquer sociedade, deve ser que todos os seus membros atinjam o mais elevado grau de aprendizagem e de formação, num mundo que se transforma cada vez mais e cada vez mais depressa. Como Isabel Alçada diz, devemos olhar para os melhores resultados atingidos noutros países, com outros sistemas, compará-los e melhorar o nosso. Não nos devemos resignar a ser piores que os outros porque a nossa sociedade não dá valor à educação. É precisamente aí que se deve actuar, a começar nas escolas. Isso exige muito mais dos pais, dos alunos e dos professores, não menos.


 


Já foi encontrado o mote para destruir mais uma Ministra da Educação - a Ministra que quer acabar com os chumbos, acabar com a exigência e o rigor, aumentando o facilitismo.

Splender in the grass











PinK Martini


 


I can see you're thinking baby
I've been thinking too
about the way we used to be
and how to star a new

Maybe I'm a hopeless dreamer
maybe I've got it wrong
but i'm going where the grass is green
if you like to come along

Back when i was starting out
I always wanted more
but every time I got it
I still felt just like before

Fortune is a fickle friend
I'm tired of chasing fate
and when I look into your eyes
I know you feel the same


 


All these years of living large
are starting to do a sin
I wont say it wasn't fun
but now it has to end

Life is moving oh so fast
I think we should take it slow
rest our heads upon the grass
and listen to it grow

Going where the hills are green
and the cars are few and far
days are full of splendor
and at night you can see the stars

Life's been moving oh so fast
I think we should take it slow
rest our heads upon the grass
and listen to it grow

Nova morada - do Sapo para o Blogger

Resilience Paula Crown O Sapo vai deixar de ser uma plataforma de alojamento de blogs. Tudo acaba. Os blogs estão em agonia e só mesmo algu...