09 fevereiro 2010

Um dia como os outros (31)

(...) O desdém pela forma - "isso é muito giro, mas o que interessa são os factos" - só se pode justificar pela desvalorização do princípio do primado da lei que, entre outros, sustenta a democracia liberal. A secundarização da forma em relação ao conteúdo tem muitos e pouco respeitáveis antepassados como, por exemplo, Hitler e Estaline.


 


(...) A questão não é nem o conteúdo das escutas, nem os protagonistas, é o facto de tolerarmos a sua divulgação, sejam elas de Pinto da Costa, de António Preto ou de Armando Vara. Quando se aceita comentar uma vez que seja, por força de uma avaliação subjectiva da relevância do seu conteúdo, escutas que não deveriam ser conhecidas, está-se a atravessar uma linha de fronteira. Com isso, contribui-se para o sucesso duma estratégia de judicialização da política que não resolverá nenhum dos problemas da nossa democracia, limitar-se-á a agravar todos eles. (...)


 

2 comentários:

  1. É uma vergonha a conduta do Sol e inqualificável a atitude de Paulo Rangel.

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  2. Absolutamente de acordo. Mas é imprescindível que se saiba a verdade, seja ela qual for, porque o país não pode viver permanentemente na dúvida sistemática.
    Aliás, só quando todas as verdades, repito, sejam elas quais forem, passarem a ser (re)conhecidas, é que as rábulas da fuga ao segredo de justiça e o folclore que se lhes segue, podem ter fim.

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