07 fevereiro 2010

Concerto para violino em Lá menor - Allegro moderato

 



Johann Sebastian Bach


David Oistrakh


 

2 comentários:

  1. Anónimo22:25

    A esta insistência em J.S. Bach podemos chamar uma "paixão assolapada".
    Para deleite de muitos. incluindo eu.
    Cordias e Afáveis Saudações

    ACÁCIO LIMA
    Nota de Rodapé

    Existia em Lisboa, um bar, chamado João Sebastião Bar, onde ia muito com o Ernesto Melo Antunes.

    No passamento do Ernesto, escrevi um texto, publicado nas Cartas do "Público", que vai em baixo, onde referia esse bar.

    PUBLICADA A 2003/08/15
    “ BOÉMIO” OU “CAVALEIRO DA ESPERANÇA”

    Exmo. Senhor
    Director do Jornal “Público”
    Jornalista José Manuel Fernandes:

    Gostaria de partilhar com os leitores do jornal que superiormente dirige as reflexões que adiante alinho.

    Os Mortos, mesmo os Mortos Ilustres, não passam procurações. É óbvio mas relembro. O “Público” não resistiu à tentação de noticiar o passamento de João Pulido Valente Carneiro de Moura sem recorrer ao título sonante e bombástico, quase cheirando a “escândalo”, o que está na moda e pode conquistar um “nicho de mercado”, mas só transmite o acessório e esconde o essencial. Mesmo que a noticia possa ser vista como tendo “boas intenções”, mais uma vez, “os fins não justificam os meios”. Tendo havido matéria para O recordar como o Último Gentleman do País, preferiu-se fazer Dele um “boémio”. Um “boémio” em boa companhia, de braço dado com Cardoso Pires e Lopes Graça. Mas faltou o golpe de asa de lembrar Melo Antunes e a sua garrafa de “whisky” no João Sebastião Bar. A noite de Lisboa foi glorificada, a noite da esturdia, mas esqueceu a noite dos perigos, dos temores e das emboscadas que nos privaram de Dias Coelho, o pintor. A noite de Lisboa do jogo do “rato e do gato”, da perseguição policial e da imaginação fulgurante para iludir os algozes. A noite de Lisboa de João Pulido tecendo a malha da resistência para repor a Justiça e estripar aos atropelos à Dignidade. A noite de Lisboa de João Pulido era a noite da discussão esconjurando “minudências” e trazendo ao combate os que dela eram arredados pela intriga política das “tácticas” partidárias. Ironias.
    Ele não foi Marat nem Robin dos Bosques, mas alguém que reinventou a política na matriz do lúdico, repudiando ser “menino de coro” ou “herói de fancaria”. E, sobretudo sempre rejeitou a banalização da tortura ou o aproveitamento não legitimo dela dando-lhe direito de cidadania. A única posição possível era verberá-la e nunca sacraliza - la. Mas asseguro, sob palavra de honra, que João Pulido sempre teve presente, se é que não se antecipou na formulação a Semprun, que na “ Longa Viagem” lapidarmente nos disse “ Sendo as coisas o que são, a possibilidade de se ser humano está ligada à possibilidade da tortura, à possibilidade de vacilar sob a tortura”. “Um homem devia poder ser homem mesmo que não fosse capaz de resistir à tortura, mas a verdade é esta, sendo as coisas o que são, um homem deixa de ser o homem que era, que poderia vir a ser, caso vergue diante da tortura...”. Como é evidente para João Pulido, esta questão era simples, ele lutava para que “as coisas não fossem o que eram” e isso era tudo, essa “minudência” que o ocupava. A tortura não é um episódio pontual pois é perene e torna-se omnipresente uma vida inteira. Persiste e não se extingue, nem se lava e não se deita às malvas. É uma chaga viva, que não sara. Não devemos fazer dela um instrumento redutor, nem devemos conferir - lhe direito de cidadania.
    Sr. Director, esta minha carta é um protesto que envolve todos os que produziram a notícia e comentários ao óbito, exclusão feita ao Cineasta Fonseca e Costa que, com a sua sensibilidade, cultura, e lucidez nos retractou João Pulido na sua exacta dimensão, tudo gravitando em torno da Fidelidade e da Solidariedade para com os Seus Amigos, sem limites, valores centrais e absolutos. Se João Pulido foi o último Gentleman, não é, para quem está atento, o último Cavalheiro da Esperança.
    Desejando ao jornal “ Público”, aos que o produzem , bem como aos seus muitos leitores as maiores venturas e sucessos ,
    Endereço Internet

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