É claro que, afinal, esta Ministra pode ser ainda pior do que a anterior, prometendo diálogo e negociação e apresentando um acordo de princípios em que há uma carreira estruturada em vários graus, em que a avaliação de desempenho é fundamental para a progressão na carreira, avaliação essa que inclui vários parâmetros entre os quais a observação de aulas, em que apenas os mais bem classificados, em sistemas de vagas (ou quotas), tal como em todas as outras carreiras, chegarão ao último patamar.
Para quem ainda tinha dúvidas, o diálogo de que falam os professores e os sindicatos significa apenas uma coisa - voltar ao doce remanso anterior à Ministra Maria de Lurdes Rodrigues.
Aguardo serenamente que esta Ministra mantenha como objectivo a verdadeira dignificação da profissão docente. E que rapidamente se passe a discutir outros problemas, tão importantes como este para a efectiva defesa da Escola Pública, estranhamente arredados do discurso dos protestos: os currículos, as disciplinas, as cargas horárias, os manuais escolares, os exames, etc., etc..
(Também aqui)
:)
ResponderEliminarAcho que o ano vai começar mal para a ministra. Infelizmente.
ResponderEliminarFeliz 2010.
Beijinho
Lino, acho que a começar mal é para todos nós. Mas penso que os sindicatos já não têm margem de manobra na opinião pública. Espero.
EliminarO que acaba por ser engraçado Sofia, é que os Governos mudam, os Ministros mudam mas está sempre tudo mal. Em 35 anos de Democracia parece que ninguém fez nada de jeito na educação. Se exceptuarmos os sábios sindicalistas, estão sempre todos errados sobre tudo. Tanto se queixaram da falta de diálogo da Ministra anterior que agora, com a nova, vão voltar as queixinhas por outra coisa qualquer. Mais umas semanas e já estarão a pedir a sua demissão porque o seu conceito de diálogo é manter tudo igual, e, de preferência, criar o clima de guerrilha que lhes permita encher umas avenidas em Lisboa. A agenda destes sindicatos é política e não laboral, está mais do que visto para quem o queira perceber.
EliminarDiz a autora que e cito
ResponderEliminaro diálogo de que falam os professores e os sindicatos significa apenas uma coisa - voltar ao doce remanso anterior
Minha senhora dou aulas há perto de 30 anos e nunca foi doce, já não basta os imprompérios que diariamente dizem de nós ainda vem a senhora com obrigação de saber o que diz, repetir banalidades que outros dizem, fica-lhe muito mal, permita-lhe que lhe diga que quando mais nos tratam abaixo de cão piores ficam os alunos, pois já fazem comentários como "na net e na televisão os Professores não querem é trabalhar" obrigado pelo exemplo que acaba de dar de cidadania a todos os jovens deste País.
Sofia,
ResponderEliminarConcordo inteiramente.
Teremos de voltar a estes assuntos, quanto mais não sejam por andarem sempre por aí a rondar os que acham que nos podem impedir de falar em nome de um "Professorado" mítico que para alguns estaria acima de qualquer escrutínio social, profissional ou de qualquer espécie.
Como dizia o outro, que não lhe doam as mãos.
Hás vezes queremos parecer que dizemos muito e pouco dizemos é o caso do nosso colega Porfírio, que ainda que defenda a sua dama diz
Eliminar"Professorado" mítico que para alguns estaria acima de qualquer escrutínio social, profissional ou de qualquer espécie.
Como dizia o outro, que não lhe doam as mãos.
Ninguém está acima de juízos de valor (deixe lá a expressão eleitoral que aqui não fica muito bem)
A mim não me doem as mãos porque de política já estou farto como de arrazoados pseudo intelectuais que alguns quer à esquerda quer à direita gostam de lançar.
Ao caro Porfírio recomendava-lhe mais atenção ao que o rodeia e menos olhar tanto para o seu umbigo.
Não basta colocarmos bonitos retratos emoldurados de prémios (e peço desculpa o meu escrutínio) que a mim bem pirosos me parecem.
Mas presunção e água benta, cada qual toma a que quer
A única razão pela qual aprovei este comentário é para lhe dizer, assim como a outros eventuais comentadores semelhantes, que não aprovarei mais nenhum comentário cujo objectivo seja insultar-me ou insultar os comentadores que estão de acordo com o texto. Aliás já são habituais os insultos e o ataque ao meu carácter ou ao de alguém que esteja de acordo comigo, sempre que falo de professores.
EliminarMuito me surpreendeu o comentário que aqui fez, de facto quando referi defender a sua dama não me estava a referir à senhora mas sim "à política socialista (ajuizou-me muito mal).
EliminarDepois limitei-me a apontar discordâncias do que o colega Porfírio disse. Se o seu conceito de democracia é este :
-Ajuizar preciptadamente cá não voltarei (e nem sei do que fala em habituais???) Creio minha senhora que quem acabou de me ofender foi V. Exª que para o efeito solicito um pedido de desculpas já que falei com educação e respeito bom ano 2010
Se o interpretei mal no que diz respeito à expressão "sua dama", e se assim o diz assim será, não faz com que o tivesse interpretado mal no que escreveu sobre a pessoa do comentador Porfírio, que foi pouco educado e ofensivo.
EliminarQuanto aos comentários habituais quando falo de professores são isso mesmo. Se não é o seu caso tanto melhor.
O meu conceito de democracia não passa por sugerir que se "olhe menos para o umbigo" ou de apelidar de "pirosos" os prémios de que cada um "se rodeia". O meu conceito de democracia passa por debater ideias e factos, não por insultar pessoas.
Um muito bom ano também para si.
Ao achar que colocar uma fotografia de um prémio emoldurado num Blogue e achar piroso não é um acto ofensivo à pessoa, é uma mera opinião sobre o gosto do acto, aliás basta consultar a expressão bem como "olhe menos para o umbigo" , expressão que indica que devemos olhar mais para os outros ou que nos rodeia.
EliminarCom todo o respeito penso que a Srª se precipitou e não consegue sequer pedir desculpa pelo facto (está no seu direito) como eu no meu em discordar que tenha alguma vez insultado alguém.
Tal como acho que a Srª é extremamente agressiva nas palavras que produz em relação aos Professores (fui ver anteriores comentários para não me precipitar a tecer juízos), que não o merecem.
Com certeza que também não gostaria que colocasse em causa o seu trabalho publicamente sem a conhecer...
Colocar os ovos no mesmo cesto é sempre um erro e e na verdade um Blog é sempre uma exposição pública com a qual devemos ter algum cuidado sobre a forma como apreciamos os outros , preocupa-me mais o efeito que os mesmos podem ter nos jovens do que o conjunto de disparates que tenho lido em tanto sítio fruto de uma manobra política dum Partido que conheço muito bem e do qual me afastei e nunca quis militar por considerar a minha idependência política a minha liberdade ideológica (mesmo com convites que outros poderiam considerar aliciantes). Colocar num País tão pequeno cidadãos uns contra os outros é triste e o Primeiro Ministro tem sido a meu ver o causador de um mau estar profundo entre as pessoas.
Os Professores têm sido agredidos verbalmente por um senhor que devia ao contrário valorizá-los, que triste País o meu em que se tornou
...quanto mais não sejam...
Eliminar...quanto mais não seja....
Escrita sem erros,seria melhor, não concorda?
É verdade, e neste caso ainda não respondeu:
EliminarTeremos de voltar a estes assuntos, "quanto mais não sejam"
ou" quanto mais não seja"?
Vá lá, corrigir é sempre melhor do que permanecer no erro
Como se vê por outros comentários sob esta mesma telha, seus e não só, há falhas de escrita apressada e erros de quem não sabe escrever. Não os confunda.
EliminarConfesso que ainda me consigo espantar com o facto de haver "comentadores" incapazes de se cingirem ao debate de ideias, em concreto, ao debate dos posts que supostamente comentam - entretendo-se, de outro modo, com a perseguição a pessoas que não se acomodam às suas exigências. Sim, falo de perseguição: só isso se pode chamar ao comportamento de andar andar de blogue em blogue a picar autores e comentadores, a propósito e a despropósito, invocando normas (éticas ou estéticas) que foram buscar não sei onde. Que há gente cuja percepção do mundo dá para isso e muito mais, já se sabia. Só não chego a perceber por que razão o tema "dos professores" atrai tanto esses caracteres.
ResponderEliminar(Sofia, desculpe o arrazoado aqui, mas um excerto do "debate" acima, onde participa uma personagem que se caracteriza por também me perseguir a mim, deixa-me genuinamente abismado: haverá uma central de desinformação a tentar associar "os professores" a comportamentos pouco razoáveis?)
A teoria da vitimização espalha-se que nem fogo em palha, em vez de se olhar com preocupação para o País divaga-se sobre "perseguição a pessoas". Quando queremos atirar poeira para os olhos de quem nos lê, criamos a "intentona " espécie fugaz de um pensamento abstracto
EliminarDe facto a inconsistência das ideias produz isto , discursos destituídos de sentido, tudo porque estamos interessados em destruir a classe que reune a maior componente do pensamento em Portugal, os Professores. O que não faz sentido algum, a não ser que se creia premiar uma sociedade de costas voltadas para os seus educadores. O PM declarou guerra aos professores e não apenas por razões economicistas mas por um ódio inqualificável. Duvido que a ferida alguma vez sare, mas sei que muitos foram aqueles que se abstiveram de um País mesquinho e hipócrita. Como eu compreendo Saramago quando emigrou para Lanzarote. Este era o País dos cravos é agora o da corrupção às claras onde a justiça se vai desvanecendo e em breve nada ficará para quem vem. O País de serviços. José Sócrates não é nem nunca foi um bom homem, homens não criam conflitos constróem pontes. Provavelmente este comentário aqui terá importância já que as pessoas agarraram-se aos líderes partidários como os fanáticos aos clubes desportivos. Tanto criticavam os comunistas pela cassete cunhal e esta passou de mãos. A arrogância substiuiu o consenso
"os mais bem classificados" ou "os melhores classificados"?
ResponderEliminarEstando a falar de Ensino, arrepia....
atonal;
EliminarPara não ficar com dúvidas: em português, "os mais bem classificados", claro. Se não, nunca seria "os melhores classificados", como sugere, mas antes "os melhor classificados". Mas não; é mesmo "os mais bem classificados".
Sine pecunia.
como quero dizer, é " os melhor classificados"
EliminarSe escrevi melhores, não era isso que queria dizer.
Eu que sou de ciências, aprendi há muitos anos que "bem", no grau comparativo de superioridade seria" melhor," e no superlativo relativo," o melhor". São formas irregulares.
EliminarNa minha área profissional, nós nunca diríamos está "mais bem" da doença, mas sim está "melhor"
Desculpe a insistência.
Não tem nada a ver com "ser de ciências". Tem a ver com saber que a língua portuguesa é mais "complicada" do que julgam aqueles que só conhecem certas "máximas". Acho que faz muito bem em insistir. Ficamos a conhecer melhor quem comenta. Mas, contrariamente ao que está muito em moda pensar, "insistir" não muda a natureza do que está em causa.
Eliminar(Já agora, para lhe dar uma pista: veja se descobre a diferença entre "mais bem classificados" e "mais bem da doença". A primeira foi a expressão usada pela Sofia, correctamente; a segunda é o seu "contra-exemplo", que, se se informar, verá que não é exemplo da mesma coisa - não sendo, portanto, exemplo que interesse ao caso.)
Saudações.
Atonal,
Eliminarsugiro-lhe a consulta de:
http:/ www.ciberduvidas.com /pergunta.php?id=119
http:/ www.ciberduvidas.com /pergunta.php?id=3468
http:/ www.ciberduvidas.com /pergunta.php?id=163
Agradeço a quem me fez chegar estes links.
A língua portuguesa é muito traiçoeira.