04 novembro 2009

Aglomerado governamental

 



I wonder

Frode Inge Helland


 


Vamos lá a ver se entendi.

 


O PS apresentou um programa eleitoral que foi discutido na campanha para as eleições legislativas.

 


O PS ganhou as eleições sem maioria absoluta.

 


O PS formou governo.

 


O PS entregou à Assembleia um programa de governo baseado naquilo que apresentou ao eleitorado e que este votou maioritariamente.

 


Os partidos da oposição estão varados de espanto. Pelos vistos o PS deveria ter apresentado uma miscelânea, um aglomerado, um projecto de negociação sobre a sua própria governação, perguntando primeiro à Assembleia quais as opiniões, estratégias, decisões e políticas que, no entender do conjunto dos partidos que perderam as eleições e que não formaram governo, após eleições democráticas, autorizam o PS a executar.


 


Pois.


 


(Também aqui)


 

3 comentários:

  1. Penso que não está a ver o problema pelo ângulo correcto. Os candidatos dos principais partidos participaram em debates e expuseram as suas divergências em público. O PS sabe o que cada um deles quer, o que rejeita e aquilo que está disposto a ceder. Os outros partidos sabem que o PS sabe. Se o PS pretendesse governar durante 4 anos, seria natural que no programa desse sinais sobre o sentido da sua governação, isto é, se desejava ter apoios à sua direita ou à esquerda. Poderia ter feito isto sem comprometer o seu programa eleitoral.

    Optou por não o fazer. Está no seu pleno direito. Todavia, ao tomar esse opção deu sinais evidentes que pretende um clima de confrontação política que conduza a eleições antecipadas. Face a isto é natural que a oposição tenha ficado surpreendida. Corremos o risco de permanecer em campanha eleitoral até às próximas eleições presidenciais. O país não ganha nada com isso e eu ficarei satisfeito se a minha previsão sobre o futuro político for completamente errada.

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    Respostas
    1. E se fossemos à Constituição ver o que ela diz sobre Programa de Governo e para que serve.
      Os acordos, os compromissos, os "conglomerados" de cedências, de desistências não se fazem agora, mas quando se discutirem inciativas legislativas das oposições e do Governo.
      Daqui a nada vão os deputados ser chamados a discutir a Lei do Orçamento para 2010.
      Aí, sim, vamos perceber as novas geografias parlamentares.
      Onde antes havia um enorme sistema urográfico de deputados socialistas, agora encontramos uma, ainda assim, consistente cordilheira, mas insuficiente para "parar" ataques conjugados do que poderemos chamar a "federação negativa": a soma dos deputados PSD, CDS, BE, PCP.
      Em minha opinião dificil de funcionar, mas com probabilidades de ser testada, rapidamente.
      A Avaliação dos Professores será o tal "momenta" capaz de joeirar o trigo.
      Esperemos para ver.
      J.A.

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  2. Varados sim! De espanto, nem tanto...

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