03 outubro 2009

Dos compromissos

 


O resultado destas eleições mostra uma maioria de votos e percentual se somarmos as votações do PS com as do BE e da CDU. Mas esse grupo é demasiado heterogéneo para que a soma resulte num compromisso, como se pede no manifesto Compromisso à Esquerda.


 


O PS foi mandatado para governar e para cumprir um programa que, em muitos e importantes aspectos, é diferente dos programas dos partidos à sua esquerda. Houve compromissos assumidos com os eleitores, da parte do PS, do BE e da CDU. E esses compromissos terão que ser respeitados.


 


É claro que a esquerda terá que se entender ou ficará com o ónus de se aliar à direita para derrubar o governo. É claro que o PS terá que negociar e, espero, fa-lo-á predominantemente com a esquerda. Mas não me parece que haja bases programáticas, históricas e / ou culturais para uma coligação governamental, de incidência parlamentar ou de outro tipo. As experiências autárquicas são positivas, mas são autárquicas, não são nacionais.


 


As negociações deverão ser caso a caso, até porque já começaram as movimentações para cobrar as promessas eleitorais, da esquerda e da direita. A FENPROF já veio dizer que aguarda um sinal de que se vai suspender a avaliação de desempenho dos professores e o estatuto da carreira docente.


 


Penso que os partidos de esquerda devem assumir as suas responsabilidades. O PS como partido do governo deve procurar os entendimentos que achar necessários, a oposição deve viabilizar os entendimentos que entender exequíveis. Penso que esta solução será a melhor tradução dos compromissos eleitorais.


 

2 comentários:

  1. Ana Paula Fitas23:41

    É isto que se presume e pretende com o Compromisso à Esquerda, Sofia.
    Um beijinho :)
    Ana Paula

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