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Hoje um dos títulos garrafais era: Cartão do cidadão vai afastar milhares dos concelhos onde querem votar, dando a entender que a existência do cartão de eleitor impedirá que os cidadãos votem na autarquia que quiserem.
Ora os eleitores não podem inscrever-se na autarquia que lhes apetece. Podem ser eleitores da autarquia em que se recensearam, segundo o nº 2 Artigo 239.º da Constituição Portuguesa - Órgãos deliberativos e executivos:
O que, aliás, me parece totalmente correcto. Mas poderia existir a possibilidade de escolhermos a autarquia da nossa eleição para o recenseamento. Mas não é possível, pelo menos atendendo ao Artigo 9.º da lei do recenseamento eleitoral:
Artigo 4.º - Voluntariedade - O recenseamento é voluntário para:
Ou seja, o facto do cartão de eleitor nos colocar automaticamente na nossa freguesia de residência, poupando-nos a preocupação de a alterarmos quando mudamos de casa, é uma forma de reduzir a abstenção e não de a aumentar. Mas, mesmo que por isso não fosse, o cartão de eleitor apenas cumpre o que está na lei.
Se as pessoas que nasceram numa freguesia querem continuar a ter ligações com ela, não me parece que seja através do acto eleitoral.
Gostaria muito que esses responsáveis explicassem a injustiça do assunto e que nos demonstrassem de que forma, e segundo a lei, não por causa do cartão de eleitor, tal é ou tem sido possível.
Nota: também aqui.
Boa noite Sofia,
ResponderEliminarTambém li esta "notícia" do Público mas já me falta a paciência para postar sobre tanta imbecilidade ainda bem que o fez.
Achei delicioso o parágrafo sobre a impossibilidade dos eleitores votarem em autarquias onde já não vievem há "séculos" mas às quais estão ligadas afectivamente por laços familiares !
Se o ridiculo matasse...
Cumprimentos
Então os políticos podem candidatar-se por onde lhes dá na telha e o Zé-Povinho só pode votar na sua aldeia? Então José Sócrates, o Primeiro-Ministro que prometia o CU (Cartão Único) como tendo vantagens para os cidadãos retira-nos o direito de votar na nossa Terra? Este “Neurónio Tecnológico” divulgou o Cartão Único mas de Único nada tem! Em Espanha os cidadãos têm apenas um cartão e um número! Qual foi afinal a inovação? Nenhuma. É um CU com PIOR FUNCIONALIDADE. Ora, com a falência das finanças e como medida de combate ao défice, Sócrates bem que poderia ter feito um protocolo com a Optimus.. E em vez de mostrar o CU poderia ter criado o CUCIO: Cartão Único de Cidadão Optimus. Um cartão que permitisse aos cidadãos ficar internados ou ir para a praia que, através da SIBS poderiam votar num qualquer terminal Multibanco. E, votando só os vivos, uma única vez e de forma controlada por via informática, adeus chapeladas! Aqui fica o SLOGAN: “Vá de Férias ou Passear mas Não Deixe de Ir Votar”. O custo das mesas de voto daria para pagar a especialistas informáticos de cada Partido para vigiar os resultados. Ou será que as contas bancárias falham pelo MB?
ResponderEliminarVisitem http://ferreirablog.blogs.sapo.pt/22566.html em "Não Calarei A Minha Voz... Até Que O Teclado Se Rompa !"