(pintura de Jared Klusner: Ghost Ship)
Não tenho como medir as fontes
que me rodeiam de água ou de letras
consoantes desalinhadas
num perpétuo sentir diferente.
Faltam-me as réguas que arrumo
lado a lado na memória da solidão
as balanças de precisão onde posso comparar
lenços e mãos livros e mágoas.
Nem tenho como controlar as pequenas moléculas
que se agitam a necessária oxidação de radicais
permanentemente livres.
Vou dedilhando pacientemente nos muros
em códigos que desconheço.
Belíssimo!
ResponderEliminarE o diálogo que propõe com a pintura escolhida...perfeito.
Os superlativos, para mim, são sempre da ordem do espanto e do maravilhamento.
A beleza provoca, sempre, emoção e perturbação.
Foi o caso.
Muito obrigado.
J.A.
Obrigada eu, J.A.
EliminarOlá, Sofia... Que bonito!
ResponderEliminarOlá, Eugénia... Obrigada.
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