Não sei se a greve dos professores foi a maior de sempre mas foi seguramente a maior de que tenho memória e foi uma retumbante vitória da FENPROF. Basta ver que até o Ministério dá valores de adesão de 60%. Inegável.
Dito isto, e dito que è impressionante que Valter Lemos desvalorize esta histórica greve afirmando que apenas 30% das escolas fecharam, espero sinceramente que a Ministra e o governo não cedam.
Caso isso aconteça será uma retumbante derrota da escola pública e uma total demissão do dever do estado – o primar pela qualidade do ensino e pela qualificação dos seus profissionais, coisa que a FENPROF tem demonstrado à saciedade que é a mínima das suas preocupações.
Quantidade não é sinónimo de qualidade, portanto a histórica adesão não dá razão a quem a não tem. É obrigatório não ceder e implementar o modelo de avaliação do desempenho, melhorando-o naquilo que for necessário melhorar e adaptando-o à realidade de cada escola.
Adenda: um mail chamou-me a atenção de que eu não podia passar a mensagem de que todos os professores pertencem à FENPROF. Tem razão, não pertencem. Assim como acredito que a adesão à greve teve motivos variados para vários professores. Mas o que não podemos negar é que a FENPROF é o rosto mais visível e o motor desta contestação. Por isso me refiro à FENPROF. Mérito de Mário Nogueira, a verdade é essa.
Parece que sim, foi uma greve com impacto; se vai ter sucesso, depois se verá.
ResponderEliminarO que acho estranho na questão dos números é:
como é que às 9 da manhã se tiram logo percentagens de adesão, se só nas escolas do 1º ciclo é que todos os profes entram ao serviço?
como é que algumas escolas fecharam só porque um dos 'serviços' não funcionou regularmente?... Não houve aí má-fé da gestão?
Mas... vivam os números!
Mesmo que haja alguma trampolinice, foi uma greve histórica. Quanto a mim, pelos maus motivos. Veremos .
EliminarSinceramenmte que há comentários que me fazem pensar se as pessoas serão assim tão ignorantes ou se estão apenas de má fé. A senhora se tiver 4 filhos e dois amigos em casa para lanchar entra em parafuso, como a maior parte de nós, e pergunta se há condições para manter 300 crianças ao cuidado de 6 auxiliares? Se o serviço (como diz) que fechou é tão insignificante talvez o melhor seja acabar de vez com os professores. No fundo hea muitos pais que não se importariam.
EliminarDesconheço a razão pela qual agride verbalmente os Professores, está no seu direito de se exprimir mas não no de ofender
ResponderEliminarCumprimentos
Joaquim Trigueiros
Joaquim Trigueiros
EliminarNão pretendo nem nunca pretendi agredir ou ofender seja quem for. Sempre tive muito respeito e apreço pelos professores, que considero uma profissão essencial num país que se quer desenvolvido.
Acho lamentável que os professores se sintam ofendidos com o que tenho dito. Deveriam sentir-se indignados com os comentadores que se a si próprios se apelidam professores, e que não fazem mais que denegrir e descredibilizar a própria classe.
Concordo que a Fenprof venceu, não creio que a Escola Pública tenha sido derrotada, mas não tenho dúvidas de que o ME continua a empatar...
ResponderEliminarHá quem diga que os professores fizeram a maior greve de sempre. Por respeito para com a longa luta dos trabalhadores portugueses devemos perguntar-nos:
ResponderEliminar- era a "avaliação" a maior injustiça de sempre ?
- era a "avaliação" a questão laboral ou política mais importante de sempre ?
- era a ministra da educação o patrão ou o tirano mais repugnante de sempre ?
- eram estes lutadores os mais corajosos ou os mais impunes de sempre ?
Esta luta tem a ver com a manutenção de um status melhor e mais confortável para uma classe profissional. É compreensível e estou mesmo em crer que outras classes fizessem (e farão, seguramente) o mesmo. O que não lhes dá obviamente razão!
EliminarEu pessoalmente até concordo com a avaliação imparcial e justa de qualquer classe profissional, sem excepção. Contudo, e vamos supor somente supor, que tudo o que se disse na comunicação social sobre os critérios de avaliação do primeiro ministro enquanto aluno do ensino superior foi verdade, a ministra de educação está moralmente desautorizada pelo seu chefe de governo a exigir qualidade no ensino.
ResponderEliminarLobo das Estepes
Fernando, obrigada pela visita.
EliminarMesmo que a suposição esteja correcta, estamos a falar de um objectivo de valorização da Escola Pública. A Ministra tem a autoridade e a oralidade do voto da maioria para melhor zelar pela qualidade da educação.
Cara amiga (permita-me que lhe trate assim)
Eliminara ministra não tem o voto da maioria, para isso o governo teria que ser eleito. E no nosso sistema politico o governo é nomeado. E quanto à maioria do povo português eleitor, limita-se a não pôr os pés, as mãos e o restante corpo nos locais de voto como a minha amiga bem sabe.
Bom fim de semana cara amiga
Lobo das Estepes
O Joaquim tem razão existe muita agressividade da sua parte quando fala dos Professores eu sou Mãe e tenho dois filhos ns Escola Pública , só tenho a dizer bem dos Professores e acho que têm razão nos seus protestos. Isso de dividi-los em duas categorias é um absurdo. Além de que a greve é um direito e há que repeitar
ResponderEliminarTenho pena que assim o considere. Ainda bem que a sua experiência é muito positiva. Respeito a sua posição quanto ao estatuto da carreira docente, embora não a partilhe, como respeito o direito à greve.
EliminarHá uma grande injustiça, isso sim, quando comparamos os professores com a generalidade dos cidadãos.
EliminarEu por exemplo, que sou reformado, vejo todos os anos a minha reforma ser aumentada de tal modo que não acompanha a inflacção real. Isto significa que, com o passar dos anos, posso ser reduzido à miséria. Não tenho meios para evitar que isso aconteça pois não posso fazer chantagem com a paragem de um serviço essencial como a educação.
Eu considero que o sistema fiscal é profundamente injusto mas se eu desobedecer como os professores e deixar de pagar os meus impostos certamente serei perseguido pela justiça.
A greve é sem dúvida um direito pelo qual eu lutei bastante mas não pode ser uma forma de subverter a ordem democrática, desobedecendo sistematicamente às leis legítimas do país. Isso seria a anarquia.
Eu se fosse governo já tinha promovido um referendo.
Não podemos estar todos refens da comodidade dos professores.
Se a populaçõs entendesse que a avaliação dos professores é dispensável para a melhoria do ensino eu acataria.
Meu caro Redondo:
EliminarÉ também para que o senhor não tenha de mendigar que os professores lutam. Apesar da sua ingratidão eles continuarão a lutar por si.
caro anónimo,
Eliminardeve estar a brincar comigo.
Dispenso este tipo de "ajuda".
Li alguns dos seus “post” referentes à avaliação dos professores e fiquei indignada.
ResponderEliminarToda a gente tem direito a dar opinião e respeito a sua. Mas pergunto que mal os professores lhe fizeram…
Tenho que dar a mão à palmatória… percebo perfeitamente onde se baseiam as suas convicções … nos seus familiares professores. Repare, não são todos assim, aliás, esses representam uma minoria, os restantes trabalham e fazem aquilo que os distinguem das outras profissões: leccionar.
As opiniões são minhas e baseadas naquilo que entendo que é dever de um estado que se preocupa com a qualidade da escola pública. A mim indigna-me que a “Desconhecido” não seja capaz de rebater as minhas opiniões mas não tenha pejo em insinuar a incompetência dos meus familiares. A isso chama-se baixeza.
EliminarEstá completamente equivocada. Os sindicatos estão neste momento a reboque do movimento dos professores. Foram ultrapassados pela esquerda.
ResponderEliminarMas não sei porque me dou ao trabalho de explicar porque a senhora, claramente, não quer perceber.
Pois é, anónimo, não mereço nem o seu empenho nem o seu tempo. Sou uma má aluna para um bom professor. Não vale mesmo a pena insistir.
EliminarEstou estupefacta com o que li neste post , e com os comentários.
ResponderEliminarQuero dizer que nunca fui apologista de greves. Faço se tiver algum sentido.
Em relação aos professores, e tal como em todas as classes, há de tudo e para todos os gostos .
Sou professora há 19 anos. Antes disso trabalhei numa empresa. Sei o que é fazer greves por dinheiro. Sei o que é os patrões estarem aflitos porque não têm condições para dar aumento de salários ao seus servidores. Sei o que passei dentro de casa, fome não, mas dificuldades para manter a casa e estudar.
Agora, passados 20 anos, não discuto dinheiro, nem avaliação. Discuto quererem fazer de nós, professores, servos para todo o serviço:administrativos, pais, funcionários, psicólogos, polícias, enfermeiros.
Todos os papeis que a sociedade e os pais têm para com as crianças estão dirigidos para nós. O ensino, esse, fica muitas das vezes de lado. Quando temos que dar atenção à situação precária de uma criança, de comprar material e oferecer, de dar roupa, de dar carinho e atenção; se a mãe e/ou o pai tem uma doença maligna... e as lágrimas que nos caem pelo rosto quando a criança" se abre", isso não significa nada?
A greve dos professores tem significado, tem um objectivo: não classificar professores por títulos/quotas.
Quanto ao senhor Mário Nogueira, e de mais pessoas que estão nos partidos e sindicatos, só quero dizer que "aproveitaram-se" da reacção dos professores, em Março, em seu próprio benefício.... E as eleições já são em 2009. Que rica oportunidade!
Alguém me explica as especificidades dos professores para não poderem ser avaliados e classificados como as outras classes, com quotas e classes?
ResponderEliminarQuanto à alegada dificuldade na compreensão e aplicação do modelo de avaliação, a imagem que passam é de menoridade intelectual, temo que em muitos casos justificada.
E, de facto, só a menoridade e a falta de carácter explicam a "perseguição" e os comentários relativamente à autora do blog.
A FENPROF não é motor de coisa nenhuma...
ResponderEliminarA dimensão destes protestos e das manifestações vem do descontentamento massivo dos professores, os sindicatos apenas estão a aproveitar a onda...
Eu vou tentar explicar:
ResponderEliminarTenho uma turma de 25 alunos, e dos 25, tenho 10 alunos excelentes e penso dar nível 5 e outros 10 que são muito bons alunos e penso dar nível 4 no final do período e aos restantes que não são tão bons alunos dou 3 e possivelmente alguma negativa.
Mas estou com o problemas das COTAS e só posso dar 2 cincos e 3 quatros e aos restantes 3.
Como vou explicar aos pais que o filho é aluno de nível 5 mas só posso dar 3, porque a cota não permite fazer justiça e ser atribuída a nota que se merece.
É mais ao menos assim que se passa com o Prof. – são excelentes mas a cota não deixa ser bem avaliado – QUEM QUER SER AVALIADO ASSIM PONHA O DEDO NO AR
acho para bom entendedor