29 novembro 2008

Sem fundo


(pintura de John Eric Sparacio: black hole)


 


 


1.

Não sei porque me falta vontade

de empurrar pedras partir

enfrentar buracos negros

lagos sem fundo

que vou enchendo

em seco

e seco.




2.

Eram redondos os dias

lúcidos de luz e de chuva

por dentro das horas escoadas

eram redondos os dedos

que se bastavam.

5 comentários:

  1. escrevinhadora11:43

    Verdade que secamos muito do vigor intelectual que, noutras alturas, reforçamos: é o tal desequilíbrio, que faz parte da vida; o estado zen, onde anda ele?... :)

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  2. Só os dedos nos dedos podem encher os dias redondos.

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  3. Bonito poema, mas uma grande mentira. Não fazes outra coisa que não seja empurrar pedra, enfrentar buracos negros e lagos sem fundo...
    Um beijo

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  4. Quem a lê não diria... Tranquila mas combativa!
    Mas os poetas podem sempre tudo! E as hipérboles são para serem usadas!
    Parabéns!
    :))

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