(pintura de John Eric Sparacio: black hole)
1.
Não sei porque me falta vontade
de empurrar pedras partir
enfrentar buracos negros
lagos sem fundo
que vou enchendo
em seco
e seco.
2.
Eram redondos os dias
lúcidos de luz e de chuva
por dentro das horas escoadas
eram redondos os dedos
que se bastavam.
Verdade que secamos muito do vigor intelectual que, noutras alturas, reforçamos: é o tal desequilíbrio, que faz parte da vida; o estado zen, onde anda ele?... :)
ResponderEliminarSó os dedos nos dedos podem encher os dias redondos.
ResponderEliminarBonito poema, mas uma grande mentira. Não fazes outra coisa que não seja empurrar pedra, enfrentar buracos negros e lagos sem fundo...
ResponderEliminarUm beijo
Quem a lê não diria... Tranquila mas combativa!
ResponderEliminarMas os poetas podem sempre tudo! E as hipérboles são para serem usadas!
Parabéns!
:))
Obrigada a todos.
ResponderEliminar