Há uns meses travou-se grande debate político-ideológico a propósito dos elevados níveis de pobreza em Portugal, assim como o agravamento das desigualdades sociais, baseado em relatórios do EUROSTAT, da UNICEF e de um estudo coordenado por Alfredo Bruto da Costa – Um olhar sobre a pobreza.
Da esquerda à direita foram sendo esgrimidos argumentos, demonstrando o mau desempenho que todos os governos tiveram, após o 25 de Abril, no combate às desigualdades sociais, não tendo sido capazes de desenvolver políticas que reduzissem o flagelo da pobreza.
No Público online de ontem vem uma notícia - Portugal é o país da UE onde a pobreza mais caiu - que eu gostaria que fosse também motivo de debate político-ideológico.
- (…) Desde que a UE assumiu o compromisso de lutar contra a pobreza, em Lisboa, em 2000, a situação até piorou na Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Hungria, Itália, Lituânia, Letónia, Luxemburgo, Polónia, Suécia e Roménia. Só em Portugal, na Irlanda, na Holanda e em Malta há registo de melhorias, segundo o Eurostat.
- Em 2006, último ano para o qual há dados, as taxas variavam entre os dez por cento na Holanda e na República Checa e os 20 por cento ou mais em Espanha, Grécia, Itália, Letónia e Lituânia. Portugal somava 18 por cento - há oito anos estava nos 21. (…)
É preciso fazer muitíssimo mais, mas afinal sempre temos feito alguma coisa, mesmo com a continuada e arrastada crise em que vivemos. Ainda bem.
Sublinhados meus
Ola,
ResponderEliminarSegundo Growing Unequal? Da OECD a percentagem de pobres em Portugal em 1996 era de 14% e em 2004 era de 13%
Muito pouco para um pais que se quer mais igual, por cima e claro.
Paulo
É claro que é pouco, muito pouco, e que eu gostaria que fosse muito mais. Mas convém não nos fixarmos só naquilo que é dito demonstrando que fazemos pouco.
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