A crise financeira e a consequente crise económica estão a servir de álibi para todas as forças sociais, à esquerda e à direita.
O PS desculpa-se com a crise financeira para justificar o não cumprimento de metas que se tinha imposto na legislatura. Por muito que o contexto internacional seja mais desfavorável que o que se previa há 3 anos, isso não desculpa tudo, como é óbvio.
O PSD usa a crise financeira para justificar a sua opinião recente (porque quando estava no governo era diferente) em relação à suspensão das obras públicas, que já vinha sustentando praticamente desde que é oposição.
Mas também a CCP usa a crise financeira para pedir uma renegociação do aumento do ordenado mínimo nacional, estimado para €450! É absolutamente escandaloso estarmos a discutir o aumento do salário mínimo que é vergonhosamente insuficiente para viver.
A crise não pode justificar pedidos de aumentos salariais mínimos de 3,5%, por muito que nos penalize a perda do poder de compra que, continuamente, os mesmos sofrem. Mas o que não pode mesmo estar em causa é a aproximação do valor dos ordenados mais baixos, nomeadamente do salário mínimo, a um valor minimamente razoável. E mesmo os €500 previstos para 2011 é muitíssimo pouco!
Não se percebe este tipo de raciocínio. Ou seja, percebe-se, mas é revoltante. A crise e a pobreza não se resolvem à custa do regresso do trabalho de escravo.
É com prazer que subscrevo inteiramente as suas palavras neste "post". Não digo "com surpresa" porque apesar de divergir nas estratégias, algumas vezes, percebo que há convergências de caracter que se sobrepõem, que se impõem. E o caracter acaba por determinar o que é deveras importante - o lado da barricada que se escolhe quando a discussão, às vezes ociosa, descamba para a guerra - passe a linguagem militar.
ResponderEliminarantonio m p, a defesa da dignidade e do mínimo de remuneração, da melhoria de qualidade de vida para quem tem mais dificuldades é uma questão de decência. É isso que falta a muita gente.
Eliminareu por acaso até acho que o ordenado mínimo devia ser o meu, de licenciada que é de 980 euros, 12 anos de serviço na função pública. Lembro apenas, que para empresas que facturam mais ou menos 30 mil euros por ano um aumento de 50 euros num ordenado miserável, tem um aumentos nos custos de 100 mensais, pk se multiplica por 14 mais os aumentos consequentes da segurança social, seguros etc. 100 euros vezes 14 meses são 1400 euros, dá mais ou menos 5% da facturação de uma PME em Portugal . Lembro ainda que algumas delas, com estes mesmos valores absolutos de aumento de despesa facturam 20 mil euros o que dá um valor de ?
ResponderEliminarÉ importante conhecer a realidade deste País sem ser sentada na secretária.
Desculpe o abuso, mas ser-se bondoso á toa é tonteria ". Como é tonto o outro que diz que boicota, meia dúzia de euros por mês.
Mais uma vez, desculpe abuso, bom fds .
Não tem que pedir desculpa se a intenção não é insultar.
EliminarÉ verdade que conheço pouco a realidade das PME em Portugal. Este aumento foi combinado em sede de concertação social, de forma faseada, até atingir 500 euros em 2011. Se calhar deveria haver outro tipo de medidas que apoiem as PME, mas não à custa de uma manutenção de ordenados mínimos tão baixos .