20 setembro 2008

Colheitas


[pintura de Janet Aly: Al Mumit (Bringer of Death)]


 


E nunca mais finda este Verão

de Outonos velhos

de invernosas colheitas de almas.


 


Atrás de mim caminham fantasmas

vão-se cortando as veias

da minha infância.

5 comentários:

  1. "Quando eu nasci,
    ficou tudo como estava,
    Nem homens cortaram veias,
    nem o Sol escureceu,
    nem houve Estrelas a mais...
    Somente,
    esquecida das dores,
    a minha Mãe sorriu e agradeceu.
    Quando eu nasci,
    não houve nada de novo
    senão eu.

    As nuvens não se espantaram,
    não enlouqueceu ninguém...

    P'ra que o dia fosse enorme,
    bastava
    toda a ternura que olhava
    nos olhos de minha Mãe..."

    José Régio


    Cumprimentos, Sofia.

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    1. Obrigada, André Couto, pela sua atenção e pelas suas ofertas poéticas.

      No entanto penso que esse poema é de Sebastião da Gama e não de José Régio. Já vi essa confusão várias vezes. Lindíssimo poema, por sinal.

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  2. Bem-vinda ! Já se notava a sua falta...

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    1. Obrigada, José Carlos, mas os tempos andam tormentosos e cinzentos.

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  3. Muito bonito mas um pouco nostálgico...

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