21 abril 2008

Preocupações (I)

Preocupamo-nos todos os dias com os mercados, o preço do petróleo, o crescimento económico, o aumento das taxas de juro, o endividamento das famílias, a desvalorização do dólar, a insegurança, o desemprego.

Preocupamo-nos todos os dias com a qualidade da democracia. Parte do discurso político, se é que se lhe pode chamar assim, tem a ver com a descredibilização da classe política, com a promiscuidade entre os cargos públicos e privados, numa verve demagógica ela própria geradora de desinteresse e afastamento dos cidadãos da vivência política.


 


A qualidade da democracia está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento económico de um país. Quando a taxa de desemprego é tão alta como agora está, não há verdadeira liberdade de expressão de pensamento, não há verdadeira liberdade de associação sindical, não há verdadeira liberdade de reivindicação de direitos e de salários.


 


A ausência de trabalho e a inflação do trabalho precário reduz a capacidade de intervenção cívica dos cidadãos. Ao ouvir Pedro Passos Coelho dizer que o Estado se deve retirar das empresas e que deveria ser a sociedade civil a substituí-lo pergunto-me o que fazer quando a sociedade civil não quiser resolver os assuntos, porque não lhe interessa, porque não lhe dá lucro, porque não está para aí virada.

1 comentário:

  1. impaciente22:08

    PPC explicou-se mal!
    Queria dizer que as empresas devem retirar-se do Estado!
    Assim como assim, já há algumas que são um Estado paralelo e, por definição, os interesses de ambos encontram-se no infinito...

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