Sobre esta notícia do DN de hoje, vale a pena ler algumas considerações de Tomás Vasques.
A governação Socrática tem tido vários casos de autismo, de incumprimentos de promessas eleitorais, de tiques de arrogância e autoritarismo.
Em tudo isto o PS responde dando vivas ao mestre, sorrindo em contínuo, justificando o injustificável e descansando numa maioria absoluta. Dentro do partido está tudo lambuzado e satisfeito.
Pois seria melhor que acordassem da modorra e iniciassem as discussões ideológicas e a luta pelas próximas eleições, em vez de olharem desdenhosamente para a oposição partidária que não existe, em vez de agitarem as águas com o perigo de um novo partido liderado por Manuel Alegre. É dentro do PS que tem que haver discussão.
Por outro lado, há uma oposição torpe, populista e demagógica que assentou arraiais à porta dos hospitais, das urgências e dos centros de saúde, para a campanha feroz que se arrasta já há alguns meses para a demissão do ministro da saúde.
É bom que não nos esqueçamos destas campanhas mediáticas, que parecem demonstrar que estamos no início do apocalipse. Há algum tempo era o problema das Juntas Médicas que obrigavam professores com cancro a trabalhar, não lhes dando as reformas que mereciam. Com o mesmo rigor com que se tratam sempre estes assuntos na comunicação social, e com o mesmo barulho com que se anunciam mortes de bebés pelo fecho de SAPs, quedas de macas em meio hospitalar, falta de formação de bombeiros e escassez de médicos e enfermeiros, como se tudo isso, por muito horrível que seja, só acontecesse desde que este ministro começou a reestruturar as urgências e a fechar blocos de parto, com a mesma rapidez e superficialidade, deixou de haver problemas com as Juntas Médicas. Acabaram as Juntas Médicas? Passaram a reformar toda a gente? Deixaram de perseguir os professores?
Também me lembro das manifestações das populações indignadas contra o fecho das escolas do ensino básico com muito poucos alunos. O que se passou entretanto? Não seria de tentar perceber se os transportes para as crianças apareceram, se as escolas onde foram colocadas as tratam bem, têm boas condições, cantinas, etc.? Os encarregados de educação fazem uma avaliação positiva ou negativa? E o poder local?
É muito fácil levantar acusações, falar indignadamente da corrupção, dos políticos, dos governantes, das figuras públicas, fica bem no figurino. Mas tentar ir ao fundo dos problemas, ter perseverança, perseguir objectivos e ideias, assumir as responsabilidades do que se diz e do que se faz, é muito mais difícil.
Não sei se o Bastonário da Ordem dos Advogados tem razão, se calhar até tem, mas levantar suspeitas sobre tudo e sobre todos sem especificar, é demagógico e não adianta nada. Este país vive de suspeitas e de insinuações. O estado de direito é uma farsa alimentada pelos seus próprios agentes.
Mas assim temos mais umas horas de notícias, de acusações subtis e subliminares, de grandes comentários por grandes comentadores. Faz-se mais um pouco de ruído.
A governação Socrática tem tido vários casos de autismo, de incumprimentos de promessas eleitorais, de tiques de arrogância e autoritarismo.
Em tudo isto o PS responde dando vivas ao mestre, sorrindo em contínuo, justificando o injustificável e descansando numa maioria absoluta. Dentro do partido está tudo lambuzado e satisfeito.
Pois seria melhor que acordassem da modorra e iniciassem as discussões ideológicas e a luta pelas próximas eleições, em vez de olharem desdenhosamente para a oposição partidária que não existe, em vez de agitarem as águas com o perigo de um novo partido liderado por Manuel Alegre. É dentro do PS que tem que haver discussão.
Por outro lado, há uma oposição torpe, populista e demagógica que assentou arraiais à porta dos hospitais, das urgências e dos centros de saúde, para a campanha feroz que se arrasta já há alguns meses para a demissão do ministro da saúde.
É bom que não nos esqueçamos destas campanhas mediáticas, que parecem demonstrar que estamos no início do apocalipse. Há algum tempo era o problema das Juntas Médicas que obrigavam professores com cancro a trabalhar, não lhes dando as reformas que mereciam. Com o mesmo rigor com que se tratam sempre estes assuntos na comunicação social, e com o mesmo barulho com que se anunciam mortes de bebés pelo fecho de SAPs, quedas de macas em meio hospitalar, falta de formação de bombeiros e escassez de médicos e enfermeiros, como se tudo isso, por muito horrível que seja, só acontecesse desde que este ministro começou a reestruturar as urgências e a fechar blocos de parto, com a mesma rapidez e superficialidade, deixou de haver problemas com as Juntas Médicas. Acabaram as Juntas Médicas? Passaram a reformar toda a gente? Deixaram de perseguir os professores?
Também me lembro das manifestações das populações indignadas contra o fecho das escolas do ensino básico com muito poucos alunos. O que se passou entretanto? Não seria de tentar perceber se os transportes para as crianças apareceram, se as escolas onde foram colocadas as tratam bem, têm boas condições, cantinas, etc.? Os encarregados de educação fazem uma avaliação positiva ou negativa? E o poder local?
É muito fácil levantar acusações, falar indignadamente da corrupção, dos políticos, dos governantes, das figuras públicas, fica bem no figurino. Mas tentar ir ao fundo dos problemas, ter perseverança, perseguir objectivos e ideias, assumir as responsabilidades do que se diz e do que se faz, é muito mais difícil.
Não sei se o Bastonário da Ordem dos Advogados tem razão, se calhar até tem, mas levantar suspeitas sobre tudo e sobre todos sem especificar, é demagógico e não adianta nada. Este país vive de suspeitas e de insinuações. O estado de direito é uma farsa alimentada pelos seus próprios agentes.
Mas assim temos mais umas horas de notícias, de acusações subtis e subliminares, de grandes comentários por grandes comentadores. Faz-se mais um pouco de ruído.
Adenda: ouvi as declarações de Marinho Pinto à SIC Notícias. Foram casos concretos e não vagos. Já são conhecidos e ninguém actuou - porque não há motivos para actuar? Porque ninguém quis averiguar? Sabe ele mais qualquer coisa? A denúncia pública é importante, mas não basta, pelo menos não tem bastado.
O que escreve aqui completa o que escrevi e que fez referência. Um abraço.
ResponderEliminarSabe o que penso sobre as matérias.
ResponderEliminarHá populismo, populismos e,sobretudo, "popularismos"; com alguns cadáveres (sentido duplo) pelo meio e no meio de "outros" adiados e à beira de ficarem estéreis.
E agora há também um discípulo de Lampedusa que participa na feira, cada vez mais cabisbaixa.