A formação de médicos, aliás como a formação de qualquer profissional, tem custos. Com o modelo de gestão em que a produtividade e o bom funcionamento das empresas se mede quase só em números de consultas e tempos operatórios, não pode haver lugar à formação, pois quem aprende é mais lento, precisa de acompanhamento, pede mais exames complementares, gasta mais dinheiro.
Só que a formação contínua, pré e pós graduada, é imprescindível em qualquer profissão, nomeadamente na profissão médica.
Os custos inerentes à formação poderiam ser suportados pelo estado, com um orçamento que retirasse aos hospitais esse encargo. Os internos não estariam ligados a um só hospital mas prestariam serviço em vários hospitais, o que também permitiria uma formação uniformizada, disponível nas unidades mais apetrechadas e vocacionadas para o ensino, o que não significa obrigatoriamente instituições ligadas às Universidades. Teriam que ser instituições acreditadas por organismos externos, que tivessem actividade assistencial e de investigação em quantidade e variedade suficientes e um número de profissionais que permitisse dedicação à formação.
Aqui está mais um assunto de discussão premente.
Só que a formação contínua, pré e pós graduada, é imprescindível em qualquer profissão, nomeadamente na profissão médica.
Os custos inerentes à formação poderiam ser suportados pelo estado, com um orçamento que retirasse aos hospitais esse encargo. Os internos não estariam ligados a um só hospital mas prestariam serviço em vários hospitais, o que também permitiria uma formação uniformizada, disponível nas unidades mais apetrechadas e vocacionadas para o ensino, o que não significa obrigatoriamente instituições ligadas às Universidades. Teriam que ser instituições acreditadas por organismos externos, que tivessem actividade assistencial e de investigação em quantidade e variedade suficientes e um número de profissionais que permitisse dedicação à formação.
Aqui está mais um assunto de discussão premente.
Mas então... não é o estado que suporta os hospitais públicos? Em qualquer empresa privada fica muito mais barato formar especialistas do que contratar especialistas. O problema dos hospitais públicos é que não têm meios para manter os especialistas que formam. E se vieram a remunerá-los a preços de mercado, lá vêm os do costume gritar que não pode ser. A mim, não me causa nenhum distúrbio emocional que um qualquer especialista, desde que o seja mesmo, ganhe mais do que o Presidente da República, que é especialista de coisa nenhuma e apenas precisa de ter bom senso (o que não acontece com todos). Mas isso sou eu a pensar alto.
ResponderEliminarÉ o estado que suporta os hospitais públicos mas estes agora são empresas públicas cujos orçamentos são apertados e não suplementados quando não chegam. Portanto, os custos referentes à formação têm que ser fornecidos pelo estado, a mais. O que significa que a filosofia que existia, relativamente à logística (e não só) dos internatos, das carreiras médicas, etc, ainda para mais com as alterações de vínculo e contratuais (pelo aparecimento de hospitais privados e de PPP) deve ser revista.
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