11 agosto 2007

A linha divisória

É muito mais fácil saber o que está certo ou errado muitos anos após os acontecimentos que, à data, resultaram de circunstâncias e de decisões que não previram o alcance e os precedentes criados.

A ocupação de França pelos alemães, na II Guerra Mundial, é um dos episódios históricos em que, tal como nos lembra A. Teixeira, poucos se podem gabar de ter tido uma posição firme de resistência, desde sempre.

A História não se compadece com visões parciais ou moralistas, conclusões retiradas posteriormente e, habitualmente, escrita pelos vencedores.

A própria história do anti-semitismo e do problema judaico, que não era apenas um problema da Alemanha, teve, desde o início, a colaboração de líderes de associações judaicas, que aprovaram e apoiaram a deportação em massa de judeus, pensando que essa seria uma boa solução.

É sempre muito mais difícil perceber qual a linha divisória entre a dignidade e a ignomínia, entre o ceder e o render-se. Mas mais tarde ou mais cedo as sombras dos nossos actos projectar-se-ão sobre o que tentámos construir, colectivamente, como sociedade. E as tragédias da humanidade estão constantemente a um passo de acontecer, e acontecem, a todo o instante. E ninguém é inocente.

1 comentário:

  1. A.Teixeira16:54

    Obrigado pela referência e pelo comentário!

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