Que poema, de entre todos os poemas,página em branco?
Um gesto que se afaste e se desligue tanto
que atinja o golpe de sol nas janelas.
Nesta página só há angústia a destruir
um desejo de lisura e branco,
um arco que se curve – até que o pranto
de todas as palavras me liberte.
(poema de Sophia de Mello Breyner Andresen)
até que as palavras gritem e acordem todos os silêncios
ResponderEliminarMuito bonito!
ResponderEliminarBj
Abrir uma página em branco nas nossas vidas: ora aí está uma oportunidade que não se tem todos os dias!
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