As eleições na Madeira foram apenas uma manobra de diversão manipulada por Alberto João Jardim, no mais puro exercício de populismo, queixando-se do governo, de Sócrates, de Cavaco Silva, numa tentativa de justificar a falta de alinhamento da Região Autónoma com os esforços de contenção do resto do território.
Por isso não é sério fazer um paralelo com a situação no continente, nem querer tirar conclusões nacionais dos resultados do plebiscito madeirense. Mais uma vez, Marques Mendes deu uma triste imagem do líder da oposição.
Infelizmente o governo anda de vento em popa sem qualquer oposição credível, sem qualquer alternativa ideológica ou prática. Assistimos a previsões pouco animadoras quanto ao cumprimento da meta de 2008 para a regularização do défice, assistimos à falta de discussão e de definição da sustentabilidade do SNS, assistimos à precariedade do emprego e à falta de alternativas para os jovens desempregados.
Mas a oposição está velha, à esquerda e à direita, os sindicatos estão obsoletos, a tão falada sociedade civil está marasmática. Não se discutem os verdadeiros problemas do país ou da Europa. Perdem-se minutos infindáveis a falar de casos tristes e mediáticos, que provavelmente seriam mais bem sucedidos se em prudente investigação silenciosa, ao contrário da feira internacional em volta do eventual rapto de Madeleine. Nesses casos sim, todos temos opinião sobre tudo, nomeadamente sobre a hipotética negligência dos pais, a falta de eficiência das polícias, a falta de segurança dos apartamentos.
Deveríamos transformar o país numa gigantesca agência de detectives, ou num mercado privilegiado de treinadores de futebol. Para isso somos argutos e estamos atentos!
Por isso não é sério fazer um paralelo com a situação no continente, nem querer tirar conclusões nacionais dos resultados do plebiscito madeirense. Mais uma vez, Marques Mendes deu uma triste imagem do líder da oposição.
Infelizmente o governo anda de vento em popa sem qualquer oposição credível, sem qualquer alternativa ideológica ou prática. Assistimos a previsões pouco animadoras quanto ao cumprimento da meta de 2008 para a regularização do défice, assistimos à falta de discussão e de definição da sustentabilidade do SNS, assistimos à precariedade do emprego e à falta de alternativas para os jovens desempregados.
Mas a oposição está velha, à esquerda e à direita, os sindicatos estão obsoletos, a tão falada sociedade civil está marasmática. Não se discutem os verdadeiros problemas do país ou da Europa. Perdem-se minutos infindáveis a falar de casos tristes e mediáticos, que provavelmente seriam mais bem sucedidos se em prudente investigação silenciosa, ao contrário da feira internacional em volta do eventual rapto de Madeleine. Nesses casos sim, todos temos opinião sobre tudo, nomeadamente sobre a hipotética negligência dos pais, a falta de eficiência das polícias, a falta de segurança dos apartamentos.
Deveríamos transformar o país numa gigantesca agência de detectives, ou num mercado privilegiado de treinadores de futebol. Para isso somos argutos e estamos atentos!
A madeira é tão só um condomínio
ResponderEliminarnacional onde em cada família um elemento depende directamente do governo regional.Não é fácil ser oposição naquele pequeno espaço.
Apetece repetir - só respirando por guelras e mesmo assim ainda tinhamos de convencer o peixe espada preto.