17 abril 2007

Pássaros

Os pássaros de asas longas
pousados no fio do tempo,
abrem gritos mudos
e sobem no horizonte
que nos espera.
Guardam eternidades
de vazio.


(pintura de: Tamryn Pöhl)

7 comentários:

  1. Eufrázio Filipe23:28

    "como o centro da frase é o silêncio e o centro deste silêncio é a nascente da frase começo a pensar em tudo de vários modos"

    Herberto Helder

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  2. Bernardo Moura10:37

    Muito bonito!

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  3. impaciente17:49

    Gosto muito, Sofia!

    A ilustração também merece um comentário: todos os anos, pelas terras do litoral alentejano, passo muito tempo a observar o voo espantoso desses pássaros veraneantes: os abelharucos, que têm cores inéditas nas aves indígenas.

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  4. Cristina Loureiro dos Santos19:12

    Lindo, muito lindo!

    Beijinhos :))

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  5. Sofia Loureiro dos Santos20:59

    Obrigada a todos, pelo vossos comentários, que me põem vaidosa!
    Impaciente, não sabia que eram abelharucos (os meus conhecimentos de ornitologia são nulos!), mas são lindos.

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  6. moacircaetano, todo prosa!14:15

    Os pássaros vivem ainda
    em estado de poesia
    nos fios de tensão das tuas palavras...
    Eternidades e alegrias
    de toas as lavras!

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  7. Sofia Loureiro dos Santos22:55

    Obrigada Moacir!

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