08 abril 2007

O Romeiro, D. João de Portugal

Regresso enfim, de barba branca,
mirrado de piça e veleidades,
olho pisco, pêlo ralo, perna manca,
em busca de que sal, de que saudades

que se manduquem em aberta mesa.
Vejo contudo que em má altura
cheguei à vela que esperava acesa
e não encontro, inexistente e escura.

Afinal onde estou, já que sem nome
o vento me levou a condição?
Não terei terra branda que me tome

e me leve aos infernos pela mão,
pois uma só pergunta me consome:
se não nasci porquê morrer então?


(poema de Pedro Tamen)

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