Alguém tem de aparecer naquela curvamesmo que se não saiba o que é depois
se estrada larga ou morte ou água turva
se solidão ou um a ser já dois
A vida toda em sonho a esperar sempre
naquela curva não importa quem
alguém que diga o quê e saia ou entre
ainda que depois não mais ninguém.
Alguém há-de aparecer alguém que aponte
quem sabe se um aquém ou se um além
ou nada mais senão o horizonte
daquela curva onde se espera alguém.
[poema de Manuel Alegre (Doze Naus); pintura de Oswaldo Barahona: Vías y Cruces]
Sofia,
ResponderEliminarQuase parece que já leu a minha apresentação...
Les bons esprits se rencontrent !
Um abraço,
Y.
Lindo!
ResponderEliminarParece um texto dedilhado por Cavaco Silva, um poeta muito apreciado na nossa praça (o Bulhão!).
Dá para comparar?
Do Alegre aprecio mais o CÃO COMO NÓS.
ResponderEliminarEste é um dos melhores!
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