Por vezes ouço os comentários dos comentadores oficiais da TSF e calhou, há uns dias, ouvir a crónica de Joana Amaral Dias, que andou à volta de Berlusconi, provavelmente a propósito da estreia do filme de Nanni Moretti Il Caimano (O Caimão). Lembro-me de Joana Amaral Dias se ter espantado pela passividade do povo italiano, ao permitir a permanência de Berlusconi tantos anos no poder.Confesso que aquilo que me preocupa não é a passividade do povo italiano, mas sim a possibilidade de um qualquer indivíduo, pelo facto de ter capacidade económica para comprar os media, poder controlar a quase totalidade da informação.
Será possível a indispensável independência da informação relativamente ao poder económico? Onde está a indispensável independência do poder político relativamente ao poder económico?
Como poderá a sociedade agir manietada e orientada por alguém que tem o poder da informação sob o seu total controlo? Como podem as nossas sociedades regular e impedir uma tal concentração de poder económico, como se pode impedir e controlar a concentração do poder informativo?
Pode ser a própria essência daquilo a que chamamos democracia, com a livre informação, a estar posta em causa.
Tem toda a razão, Sofia!
ResponderEliminarNão há poder político que tenha mão no poder económico.
Também não resulta ser o poder político a deter o poder económico, visto que é o caminho certo para a ditadura.
A única hipótese seria o poder político ter mão no poder económico mas entramos no reino da utopia.
Coitados dos nossos filhos!!!
O problema que eu queria focar, neste post, é o poder informativo nas mãos do poder económico que, por sua vez, se assume como poder político. Voltarei a este tema.
ResponderEliminarComo já li, voltou ao assunto!
ResponderEliminarA (des)informação é o terreno predilecto do poder económico: os jornalistas também comem e, se não tiverem emprego, também não têm opinião!!!