12 janeiro 2007

Agora

Agora que me criei
dentro das minhas rugas
fundas, castas, sinuosas
vindas da terra e da alma,

agora que me enfrentei
com sonhos e ventos agrestes,
em que me sinto torcer
em árvore seca e rugosa,

agora é que me poisas
aves de asas em leque
que murmuram ladainhas
de letras e versos de sombra,

agora é que me pintas
amoras em ramos quebrados
de horas e dedos abertos
carentes, sedentos de luz.


(pintura de Sylvie Kantorovitz: clump of trees)

9 comentários:

  1. Cristina Loureiro dos Santos20:09

    Sofia, fico sem palavras... só sei dizer que gostei tanto!

    Tão simples, tão singelo e tão lindo!

    Beijinhos :)

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  2. Cristina Loureiro dos Santos20:10

    Porque é que agora temos de fazer a verificação de palavras duas vezes? ;)

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  3. Sofia Loureiro dos Santos20:55

    Obrigada, Cristina. Não sei porque é que está tão difícil comentar os postes. Não sei se são só os meus. Mas na realidade não alterei absolutamente nada!

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  4. addiragram21:16

    Há sempre um dia para reparar!
    Gostei,mesmo, deste lugar.

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  5. Sofia Loureiro dos Santos19:39

    Obrigada, addiragram, também gostei de a conhecer.

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  6. impaciente22:23

    Com esta qualidade de produção já no começo do ano… vamos ter “vintage”!

    Parabéns!

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  7. São00:57

    Sofia: gosto muito, muito. É tão leve...e com tanto peso! Obrigada por nos dar estes momentos.

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  8. Sofia Loureiro dos Santos13:14

    São, muito e muito obrigada pelo seu comentário. Volte sempre!

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  9. Sofia Loureiro dos Santos21:23

    Impaciente, isso é a boa vontade do princípio do ano!

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