Voltarei no segundoanterior à fronteira
em que fui retalhando
esta alma derradeira.
Voltarei devagar
como sonho repetido
àquele mesmo lugar
anterior ao segundo
em que hei-de enfrentar
o recomeço do mundo.
Voltarei eco de mim
lembrança raiz ou flor
novo sopro nova dor
nesse momento preciso
explosão de infinito
de quem ri por amor.
(Pintura de Naofumi Maruyama: breeze of river 1)
Pode ser “Repetido” até à exaustão!
ResponderEliminarE o sexteto final é um corolário magnífico!!!
Obrigada, Impaciente. Para mim é sempre bastante paciente!
ResponderEliminar"Voltarei no segundo
ResponderEliminaranterior à fronteira
em que fui retalhando
esta alma derradeira"
Sublime poesia, como é a poesia que toca no intrínseco do ser.
Um bom ano novo Sofia e vamos pensar que a poesia pode ser uma ponte para a paz entre os povos.
PS: Bebe um bom vintage:)
Lobo das Estepes
Harry Haller: a arte é das únicas linguagens comuns que resistem nesta torre de Babel de sentimentos. Obrigada pelas tuas palavras e beberei um Porto vintage, à tua saúde!
ResponderEliminarSofia, acho que é um dos melhore poemas que tenho lido ultimamente.
ResponderEliminarFabuloso!
:)
Cristina, não exageres, por favor! Mas muito obrigada na mesm!
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