
Lisboa é uma cidade surpreendente. Como muitos moradores de Lisboa e arredores, conheço melhor algumas cidades europeias. Quando viajamos temos tempo e estamos predispostos a caminhar horas pelas ruas, descobrir miradouros e becos, atravessar pontes, conhecer parques, museus e cafés.
Lisboa está degradada, barulhenta, despovoada, poluída. Vêem-se prédios lindíssimos em ruínas, árvores decrépitas, passeios esburacados e cheios de automóveis.
Mas simultaneamente, quando menos se espera, encontram-se bairros absolutamente encantados, que parecem existir numa outra dimensão. A Praça das Amoreiras, onde visitei a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, para ver a exposição de Sonia Delaunay (Atelier simultané 1923-1934) é um desses locais.
Com um pequeno jardim ladeado por pilares do Aqueduto das Águas Livres, pelo Reservatório da Mãe d’Água e por prédios com cerca de três andares, está bem arranjado e habitado, o que cada vez é mais raro. Não se ouvem os ruídos de uma grande cidade e os carros que passam são poucos e lentos. Há, pelo menos, um restaurante e uma tasca (a tasca do Papagaio).
Tem-se falado muito na Câmara Municipal de Lisboa, no défice e na falta de liderança e de ideias para a cidade. Miraculosamente, ela parece resistir a tudo. Não sabemos é até quando.
Lisboa está degradada, barulhenta, despovoada, poluída. Vêem-se prédios lindíssimos em ruínas, árvores decrépitas, passeios esburacados e cheios de automóveis.
Mas simultaneamente, quando menos se espera, encontram-se bairros absolutamente encantados, que parecem existir numa outra dimensão. A Praça das Amoreiras, onde visitei a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, para ver a exposição de Sonia Delaunay (Atelier simultané 1923-1934) é um desses locais.
Com um pequeno jardim ladeado por pilares do Aqueduto das Águas Livres, pelo Reservatório da Mãe d’Água e por prédios com cerca de três andares, está bem arranjado e habitado, o que cada vez é mais raro. Não se ouvem os ruídos de uma grande cidade e os carros que passam são poucos e lentos. Há, pelo menos, um restaurante e uma tasca (a tasca do Papagaio).
Tem-se falado muito na Câmara Municipal de Lisboa, no défice e na falta de liderança e de ideias para a cidade. Miraculosamente, ela parece resistir a tudo. Não sabemos é até quando.
Há muitos anos, um amigo brasileiro comentava os vandalismos arquitectónicos no Rio de Janeiro com a afirmação: “Podem fazer o que quiserem! O Rio continua lindo!”.
ResponderEliminarNão discordo desta opinião, quando diz respeito ao Rio de Janeiro. No caso de Lisboa, como a Natureza não serve de “tapa-remendos”, já não aceito a ideia.
Lisboa é uma cidade que corre o risco de se transformar em “cidade fantasma”, cercada por dormitórios que nela despejam, todas as manhãs, aqueles que têm o azar de não encontrar trabalho mais perto de casa...
Mas enquanto existirem prédios que paguem “I.M.I.”... não é grave!!!
Concordo quando diz que Lisboa corre o risco de se transformar numa cidade fantasma. Mas, por enquanto, ela resiste. Vamos ver até quando.
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