28 novembro 2006

"Flexi-sugurança"

Quando ouvi, na TSF, a grande notícia do dia, sobre a “flexi-segurança” que o nosso governo quer importar da Dinamarca, aquele maravilhoso sistema que, segundo a mesma TSF, aumenta a flexibilidade nos despedimentos, mas aumenta a formação e os subsídios de desemprego, fiquei muito apreensiva.

Então não estamos a fazer tudo para reduzir as despesas do estado? Parece-me que, entre nós, haveria um desequilíbrio a favor do flexi… Pelos vistos, há quem pense exactamente o mesmo, e com motivos bem mais fundamentados!

4 comentários:

  1. Impaciente e farto22:28

    Onde fica a Dinamarca, Senhor Primeiro-Ministro?
    Eu sei! Ele, duvido!

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  2. A.Teixeira23:14

    Se bem percebi a ideia dominante deste governo, trata-se de nos inspirarmos num país europeu – qualquer país europeu, o primeiro-ministro gosta da Finlândia, a este ministro puxa-lhe mais para a Dinamarca – e importarmos de lá o modelo a que depois se dá um nome giro como este “flexi-segurança”, inventado provavelmente pelo assessor(a) do ministério com mais jeito para nomes.

    Nesse mesmo espírito, sugiro ao ministro Vieira de Carvalho, um outro modelo, esse importado da Albânia e chamado “folha de pagamentos”. Seria assim: o ministro e os seus assessores ficariam com os seus ordenados indexados aos dos seus homólogos albaneses. Depois ver-se-ia a vantagem de, sem necessidade de recorrer a essa “flexis-qualquer-coisa”, se perceber a enorme flexibilidade que já cá existe no mercado de trabalho dos assessores ministeriais…

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  3. luisnaves12:35

    A objecção correcta, sofia. O sistema dinamarquês aumenta a flexibilidade do mercado laboral, mas é caríssimo. se isto avançar, será demonstração de um governo que perdeu a noção da realidade ou que escolheu a via da demagogia desenfreada

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  4. Sofia Loureiro dos Santos22:34

    Afinal o governo já deu o dito por não dito. Mais uma manobra de diversão. Nem sei porque não nos divertimos todos!

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