Não concordo com as taxas de utilização, como agora Correia de Campos lhes chama, para internamentos e cirurgias do ambulatório. Não são os doentes que decidem se devem ser operados ou internados, muito menos o tempo de internamento de que necessitam.
Se é necessário aumentar o orçamento para a saúde, seja através de impostos, seja como for, que o ministro e o governo o assumam, que o expliquem e que digam como. Se o montante resultante das taxas é assim tão irrisório, não há justificação para as criar.
Já passaram quase 2 anos desde a posse do governo. A pasta da saúde é muito complicada e não há dúvida de que a despesa tem subido exponencialmente. Mas há outras maneiras de racionalizar os gastos. A reorganização dos cuidados de saúde primários, a junção de recursos e a optimização dos mesmos, como no exemplo das maternidades, a reestruturação das urgências hospitalares, o alargamento dos horários de atendimento das 8:00 às 20:00, a elaboração de protocolos de procedimentos diagnósticos e terapêuticos, a implementação das unidoses e do receituário por denominação comum internacional (princípio activo), com comparticipação do componente tipo, a liberalização das farmácias, etc.
Ouvem-se rumores de aberturas de várias unidades hospitalares privadas, não se sabendo muito bem quem são os médicos e enfermeiros que lá irão trabalhar, ou quem fica nos serviços públicos. Será essa a ideia? Esvaziar os hospitais públicos?
Tenho tentado perceber uma orientação nesta política de saúde. Começo a desesperar. Será que existe, Sr. Ministro, ou está só a fazer de conta?
Se é necessário aumentar o orçamento para a saúde, seja através de impostos, seja como for, que o ministro e o governo o assumam, que o expliquem e que digam como. Se o montante resultante das taxas é assim tão irrisório, não há justificação para as criar.
Já passaram quase 2 anos desde a posse do governo. A pasta da saúde é muito complicada e não há dúvida de que a despesa tem subido exponencialmente. Mas há outras maneiras de racionalizar os gastos. A reorganização dos cuidados de saúde primários, a junção de recursos e a optimização dos mesmos, como no exemplo das maternidades, a reestruturação das urgências hospitalares, o alargamento dos horários de atendimento das 8:00 às 20:00, a elaboração de protocolos de procedimentos diagnósticos e terapêuticos, a implementação das unidoses e do receituário por denominação comum internacional (princípio activo), com comparticipação do componente tipo, a liberalização das farmácias, etc.
Ouvem-se rumores de aberturas de várias unidades hospitalares privadas, não se sabendo muito bem quem são os médicos e enfermeiros que lá irão trabalhar, ou quem fica nos serviços públicos. Será essa a ideia? Esvaziar os hospitais públicos?
Tenho tentado perceber uma orientação nesta política de saúde. Começo a desesperar. Será que existe, Sr. Ministro, ou está só a fazer de conta?
Estou convencido que as Seguradoras, com o apoio da Banca, ambas instituições de beneficência, poderiam substituir o Estado como gestor da Segurança Social!
ResponderEliminarSó não é este o sonho dourado dos “liberalistas” porque esse seria substituir o Estado na cobrança dos Impostos.
Assim os Governos seriam muito mais poupados a desgastes e os “empresários empreendedores” muito mais felizes!
Deixem trabalhar os “lobbies” e temos obra feita!!!
Como sou um ser humano comum vou referir uma constatação mundana sobra a saúde: "Os recursos são limitados e as necessidades ilimaitadas".
ResponderEliminarSou a favor do SNS tandencialmente gratuito, até porque sem o tendencialmente estaríamos a brincar com coisas sérias.
Também sou a favor da existência das taxas moderadoras, em particular nas Urgências onde há situações de franco abuso por parte de muitos utentes. Isto é faltam a Consultas Marcadas e depois querem ser vistos na Urgência sem que isso o justifique e prejudicando outros cidadãos com absoluta necessidade da mesma.
Aliás, acredito que seria um bom princípio começar a reduzir nas isenções nas taxas moderadoras.
Agoras as taxas de utilização para cirurgias e internamentos? Mas a taxa de utilização segue os princípios da taxa moderadora. Não se pode aplicar nesses casos.
E que tal começar a eliminar uns tantos subsistemas de saúde, como é caso dsa ADSE, que servem para para proteger quem já o está.
Então o SNS não é universal?
Desde já afirmo que tendo uma "costela" liberal considero que a Saúde deve ser um sector que o Estado não pode abdicar de ter o papel principal. Não tenho nada contra as seguradoras, mas não penso que aí possa estar a solução e a prova são os EUA que gastam quase 20% do PIB em Saúde e a Suécia cerca de 13% e sabemos quem está melhor servido.
Estou de acordo consigo, João Moutinho. As taxas moderadoras nas urgências têm razão de ser. As taxas de utilização, quanto a mim, não. Relativamente à ADSE, também concordo. Não vejo quaisquer motivos para se manter.
ResponderEliminarCARA SLS:
ResponderEliminara ideia é esvaziar os hospitais públicos.
Quanto à sua ideia de de 8:00 às 20:00 lamento mas discordo.
No sitio onde vivo,arredores de amadora, em um mês e meio passou-se: 1º; de 8 horas da noite para 10 da noite.
Depois passou-se para 8h da manhã até 20 h.
Depois surgiu uma terceira versão que dizia que não existiria urgencia /sap/ sac chame-se como se chamar em horário algum.
Data de começo disto: 1 de outubro.
Depois existe a 4ª versão - a actual:
Urgencias de 8 da amanha até 20 horas da noite.
Num centro de saude com 14 médicos
para 25 mil habitantes recenceados em censos de 2001.
De 2001 já vivem aqui mais duas ou 3 mil pessoas.
Onde mais de 6 mil pessoas não tem médico de familia atribuido.
A altenativa a partir das 8 horas da noite é o inenarrável e incompetentemente ridículo Hospital amadora Sintra.
Custo: 2.5 euros antes com Sac À noite.
Agora À noite ida até ao Hospital amadora Sintra e pagamento de 6 euros, mais transporte em que se for.
Tempo de atendimento antes: entre 30 minutos a uma hora.
Amadora sintra: varia entre não se ser atendido a noite toda ou estar-se 3 ou 4 horas à espera.
Desculpe lá, mas ass coisa estão muita para lá de simplesmente o problema serem as taxas de utilização em internamentos.
E já agora não pense que o que vou escrever a seguir é contra si, mas não gosto de submarinos neoliberais enfiados no governo como o sr. correia de campos.
E submarinos neoliberais erráticos, ainda por cima.
Concordo!
ResponderEliminarAssino por baixo.
Seja muito bem vindo.
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