À falta de uma oposição política credível, com as declarações de Marques Mendes a merecerem um sorriso de comiseração, temos a oposição liderada por jornais/jornalistas, como se pode apreciar pelas páginas do Público, sobre a Semana horribilis de Sócrates antecipa maior contestação ao Governo.
Desde o início da governação socialista que se vem vaticinando a perda do estado de graça, que se vem predizendo as grandes dificuldades de um governo que queira atacar os problemas do país, que se vem estruturando a quebra das intenções de voto no PS, no governo e em Sócrates.
Esses profetas têm vindo a refazer as profecias, à medida que o tempo vai passando, por um lado em coro com os que criticam o não apertar o cinto a sério, por outro com os que criticam o apertar o cinto demais.
Há ministros que ciclicamente sofrem as atenções da imprensa, como Manuel Pinho, Correia de Campos e Maria de Lurdes Rodrigues, para não falar de Freitas do Amaral. Desta vez é António Costa que, segundo a mesma notícia do Público, se afunda no Prós e Contras, nos dez episódios que abalaram a máquina do governo, depois de ter escapado aos incêndios do país, no Verão.
É verdade que tem havido uma modorra geral em volta das alternativas às medidas do governo, primeiro porque não deve ser fácil encontrá-las, segundo porque Sócrates está a desertificar a discussão na área socialista, terceiro porque a oposição, à esquerda e à direita, está agonizante, quarto porque o discurso da crise se colou às almas das pessoas.
Assim assiste-se à necessidade de criar factos políticos, para que alguma coisa se mexa neste lamaçal invernoso. Está prestes a inventar-se uma crise governamental, já começaram a correr rumores de uma provável remodelação.
A semana correu bastante mal para o governo, muito por responsabilidade de alguns ministros, e vai haver semanas a correr pior. Todos esperávamos a contestação social, com a entrada do Outono. É natural que as pessoas protestem, é natural e desejável que os jornalistas confrontem os ministros com as suas insuficiências e com as suas incongruências.
Mas martelar na opinião pública interpretações extraordinariamente exageradas e mesmo abusivas, para induzir extrapolações e criar instabilidade, não me parece um papel consentâneo com a ética que esperamos, pelo menos em jornais que se querem de referência.
Desde o início da governação socialista que se vem vaticinando a perda do estado de graça, que se vem predizendo as grandes dificuldades de um governo que queira atacar os problemas do país, que se vem estruturando a quebra das intenções de voto no PS, no governo e em Sócrates.
Esses profetas têm vindo a refazer as profecias, à medida que o tempo vai passando, por um lado em coro com os que criticam o não apertar o cinto a sério, por outro com os que criticam o apertar o cinto demais.
Há ministros que ciclicamente sofrem as atenções da imprensa, como Manuel Pinho, Correia de Campos e Maria de Lurdes Rodrigues, para não falar de Freitas do Amaral. Desta vez é António Costa que, segundo a mesma notícia do Público, se afunda no Prós e Contras, nos dez episódios que abalaram a máquina do governo, depois de ter escapado aos incêndios do país, no Verão.
É verdade que tem havido uma modorra geral em volta das alternativas às medidas do governo, primeiro porque não deve ser fácil encontrá-las, segundo porque Sócrates está a desertificar a discussão na área socialista, terceiro porque a oposição, à esquerda e à direita, está agonizante, quarto porque o discurso da crise se colou às almas das pessoas.
Assim assiste-se à necessidade de criar factos políticos, para que alguma coisa se mexa neste lamaçal invernoso. Está prestes a inventar-se uma crise governamental, já começaram a correr rumores de uma provável remodelação.
A semana correu bastante mal para o governo, muito por responsabilidade de alguns ministros, e vai haver semanas a correr pior. Todos esperávamos a contestação social, com a entrada do Outono. É natural que as pessoas protestem, é natural e desejável que os jornalistas confrontem os ministros com as suas insuficiências e com as suas incongruências.
Mas martelar na opinião pública interpretações extraordinariamente exageradas e mesmo abusivas, para induzir extrapolações e criar instabilidade, não me parece um papel consentâneo com a ética que esperamos, pelo menos em jornais que se querem de referência.
Sem comentários:
Enviar um comentário