
Descasco uma laranja
voluptuosamente,
borrifando o rosto.
Separo os gomos
delicadamente,
mordendo deliciada
a película transparente.
Saboreio o sumo
e lambo os dedos
levemente pegajosos.
Aproximas-te,
guiado pelo odor,
meio intrigado
pela sua origem
e só percebes o engodo
quando te colo as mãos
com beijos molhados.
Amo-te.
(pintura de Kathrine Frances Milns: oranges)
Nunca li uma laranja com tanto sumo!
ResponderEliminarPorque a poesia ainda é um daqueles bens que nos pertence a todos, vou tomar este poema para mim.
ResponderEliminarBela escolha.
A autora agradece feliz aos comentadores Impaciente Português e Ricardo Morgado99. Obrigada.
ResponderEliminarComo são bonitos os teus poemas...
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