05 outubro 2006

Agendas políticas

Não deixa de me surpreender (ou talvez não…) que alguns comentadores estejam a usar a proposta da reforma dos serviços de urgência para tecerem considerandos sobre a permanência de Correia de Campos no governo, ou sobre a confiança do PS, ou de algum PS, neste ministro.

As preocupações que expliquei no meu post anterior, relativamente ao facto de 1 milhão de pessoas ficar a mais de 45 minutos de uma urgência polivalente, tal como outros comentadores blogosféricos, não invalida a importância e urgência desta reforma.

Pedir implicitamente que Sócrates venha apoiar o seu ministro da Saúde é, para todos os efeitos, retirar-lhe peso político e, portanto, espaço de manobra. Parece que há uma agenda oculta que primeiro “trabalhou” para a demissão de Freitas do Amaral e agora, de uma forma sub-reptícia, pede a cabeça de Correia de Campos.

O ministério da Saúde, tal como o da Educação, são dos que mais necessitam de reformas, reformas essas que mais custos terão em termos sociais. Mudar de ministro sempre que há algo polémico e perturbador do status quo é uma cedência aos que pedem um espírito reformista ao governo, mas que se assustam imediatamente quando as mudanças se avizinham.

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